Acessibilidade Sobre Rodas

31
agosto
Publicado por Raquel Paoliello no dia 31 de agosto de 2017

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Olá pessoal,

 

Não custa repetir: um assunto muito importante a ser abordado é a mobilidade urbana nas capitais do nosso país. Na cidade de São Paulo, há vários pontos que posso apontar como inacessíveis. É o caso das calçadas esburacadas ou sem guia rebaixada, e dos elevadores quebrados no Metrô… E a lista continua.

 

Quando saio para passear, por exemplo, não há acessibilidade nas ruas. As lojas geralmente não têm acesso fácil e aqui mesmo, em minha vizinhança, há vários estabelecimentos, todos com o acesso inadequado. Quer dizer, quando saio às ruas para comprar algo, nunca consigo entrar nas lojas, por falta de acessibilidade.

 

Tudo bem que as pessoas estão sempre dispostas a ajudar, mas eu gostaria muito de não precisar pedir ajuda de ninguém para subir um degrau ou atravessar uma calçada.

 

Se nossas cidades fossem mais seguras, sem buracos e desníveis nas calçadas, na cidade onde moro, São Paulo, eu com certeza marcaria passeios na rua com meus amigos, com muito maior frequência e por praticamente quase toda a cidade.

 

Geralmente combino encontros em shoppings, lanchonetes ou lugares onde tenho certeza de que são acessíveis, exatamente por conta disso: neles a segurança sempre vêm em primeiro lugar.

 

Um exemplo do que deveria ser acessível, mas não é bem assim, é o parque Ibirapuera, um dos mais emblemáticos de São Paulo. A começar pelo piso, que em várias partes do parque é de paralelepípedo, o que não ajuda os deficientes. Já um local acessível de fato é a Avenida Paulista. Adoro passear por lá, inclusive; me sinto livre, já que posso andar com tranquilidade por suas calçadas largas.

 

Para encerrar este post, quero comentar sobre um bairro da nossa Sampa que gostaria de andar muito mais: a Vila Madalena. É o bairro do “agito”, onde sem dúvida eu poderia marcar vários programas com meus amigos; mas isso não ocorre, porque os locais por lá são pequenos, a cadeira nunca passa, e o piso então, nem se fala! Recentemente, fui ao “Beco do Batman” (veja foto acima), um lugar famoso, onde todos gostam de tirar fotos. Fiquei feliz em conhecer aquele espaço, mas ao mesmo tempo chateada ao constatar que não posso passear por ali do jeito que eu gostaria porque o local, para variar, não é acessível.

 

São Paulo poderia sim ser bem mais acessível, mas infelizmente não funciona assim, e aliás já passou da hora de essa realidade mudar!!!

 

Jamais esqueçam: nós temos sim que lutar, diariamente, pelos nossos direitos. Porque até quando a sociedade vai continuar ignorando que precisa ser igual para todos? Somos deficientes, mas temos vontades, e elas DEVEM ser respeitadas!!!

 



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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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