Acessibilidade Sobre Rodas

19
janeiro
Publicado por Raquel Paoliello no dia 19 de janeiro de 2017

Olá pessoal,

Para começar o ano, o blog vai falar sobre a acessibilidade nas cidades históricas. Essas cidades costumam ser magníficas e fazem muito sucesso pelo turismo, porém existe um ponto em comum: a falta de acessibilidade dessas cidades.

 

Há várias questões a serem discutidas e dentro destas, existe uma grande contradição . Existem 2 lados: a cidade não possui acessibilidade, sendo destino turístico e o da mesma ser patrimônio histórico ou tombada, ou seja, a cidade não pode ser reformada ou adaptada, pois ela pertence ao Patrimônio Histórico.Podemos usar como exemplo Ouro Preto e Paraty.

Em Ouro Preto, há um elevador no Museu da Inconfidência ,para que todos possam ter acesso às obras de Aleijadinho, um dos escultores mais famosos do mundo. Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, só tem acesso na praça próxima à entrada da cidade. Na maioria dos casos não há autorização da Prefeitura para a cidade ser reformada e depende também de órgãos estaduais e federais.

 

Algumas alternativas são a instalação de pavimentos, plataformas inclinadas, elevadores  ou rampas para o  local se tornar acessível .A construção de faixas acessíveis elevadas também pode auxiliar nas travessias.

 

Recentemente fui a Olinda, que é um lindo exemplo de uma cidade histórica no nosso País, fui ao Espaço Cultural dos Bonecos Gigantes de Olinda, porém a cidade não tem nenhum acesso para cadeirantes e PCD´s;  há uns 10 anos atrás fui realizar um tratamento em Budapeste, capital da Hungria e visitei uma cidade histórica por lá, ao contrário do Brasil, fora do País sempre há acessibilidade e lá não foi diferente. Lá na Hungria, usei trem e ônibus para me locomover, inclusive até a cidade histórica e todos eles eram acessíveis.

Nossa luta por um país mais acessível deve ser incessante.

Até mais!

Beijos

Olinda e sua falta de acessibilidade!

Olinda e sua falta de acessibilidade!

20170119_110441

Trem em Budapeste

 

 

 

 



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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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