Milalá

11
março
Publicado por Mila no dia 11 de março de 2014

Pra quem gosta e precisa viajar, os aeroportos fazem parte da nossa história. Ha quem se divirta, há os que passam mal e ficam irritados, há os que sofrem com os atrasos, há os que adoram estarem por lá, há de tudo.
 
Como viajar é minha paixão, conheço alguns aeroportos e vou compartilhar um pouco do que já vivenciei com relação à acessibilidade.
 
Nas cidades americanas em que estive eles estão preparados para me receber. É muito fácil embarcar e desembarcar. Ops, embarcar a Julinha (minha scooter) é bem tranquilo. Vou com ela sempre pelo finger até a porta da aeronave, desconecto as baterias e ela é levada ao bagageiro. Quando chego ao meu destino, ela já está na porta da aeronave me esperando. Observo que este procedimento também acontece nos voos nacionais por lá. Show.
 
Circular pelos aeroportos por lá é uma delícia. Tudo bem sinalizado, os elevadores sempre funcionam, encontro transporte facilmente, os voos saem no horário marcado. Enfim, lá sou bem feliz e respeitada. Antecipadamente aviso a companhia aérea que necessito de cuidados, e tudo funciona, do embarque ao desembarque é tudo perfeito.
 
Brasilia - 02
 
Aqui no Brasil, nem tudo são flores. Posso comentar que muitas vezes deu tudo certo, mas em outras tive surpresas nada positivas pelo caminho. Todas as vezes que viajo pelo Brasil tenho que me preparar antecipadamente para, muitas vezes, minimizar o que vou encontrar pelo caminho. Por exemplo:
agendar transporte para me levar e buscar do aeroporto.
 
Em São Paulo, onde utilizo mais os aeroportos, já tive vários momentos felizes onde tudo funcionou muito bem, mas também sofro com a falta de orientação dos funcionários das companhias aéreas. Toda vez tenho que explicar como eles devem transportar a Julinha!
 
Nos voos nacionais, na maioria das vezes o embarque é feito de ônibus e tenho que utilizar o ambulift (um veículo acessível com elevador que se “acopla” à porta da aeronave e  permite a transferência do passageiro para a Aisle Wheelchair – cadeira de rodas especial projetada para passar nos corredores da aeronave) que não é nada agradável, pois chacoalha mais que o normal e, geralmente não tem segurança interna. Sem contar que se há mais cadeirantes no mesmo voo, o processo é demasiadamente lento e demorado.  Independentemente de qual aeroporto estou no Brasil, sempre aguardo um tempão dentro da aeronave esperando o ambulift, ou a cadeira de propulsão elétrica que também sobe as escadas da aeronave (e é bem mais desagradável que o ambulift), ou mesmo, a cadeira de rodas que me levará ao local de pegar a Julinha e as malas.
 
Cumbica - 02
 
Brasilia - 01

 

Na maioria das vezes, aqui no Brasil a Julinha é despachada com as bagagens. Aí, sempre torço para ela fazer boa viagem. Uma coisa bem boa que há algum tempo temos no aeroporto de Congonhas é o táxi acessível.
 
Congonhas - 2
 
Em Guarulhos, na maioria das vezes embarco pelo finger e, quando utilizei o ambulifit, ele era bem pequenininho, mas, me coube lá dentro com a cadeira de rodas convencional.
 
No aeroporto Juscelino Kubitscheck, em Brasília, já fui esquecida na sala de espera da companhia aérea. Foi uma correria, mas, no final, deu certo. Este voo atrasou e muita gente não ficou feliz, mas quando me viram chegando carregada, ninguém comentou mais nada. No Rio de Janeiro é onde sou recebida de maneira mais feliz pelos funcionários, mas no verão sofro demais no Aeroporto Santos Dumont. Não tem ar condicionado e, quando não utilizo o finger para embarcar e desembarcar, o transtorno é grande. No aeroporto há somente um ambulift, mas nunca é utilizado. Eles preferem, não sei dizer o porquê, embarcar e desembarcar os passageiros no braço. Nada bom.
 
Cumbica - 01

 

Estamos há alguns meses da Copa do Mundo, e penso que não será nada fácil este período tanto para aqueles que viajarão quanto para aqueles que trabalharão nos aeroportos. Meu pensamento será positivo e, ao mesmo tempo, vou torcer para não precisar utilizar aeroportos neste período. Se for inevitável, prepare-se e boa sorte!

 



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1 Comentário

Enviado março 15, 2014 às 5:18 am | Permalink

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Milala Vamos conhecer o Milalá?
Mila Guedes, 45 anos, é publicitária e idealizadora do Milalá, projeto que estimula quem tem mobilidade reduzida a passear, viajar e curtir a vida. Acompanhe suas aventuras e as experiências incríveis que viabilizou em 22 anos como portadora de esclerose múltipla. Mila acredita que quanto mais informação, mais fácil será enfrentar os obstáculos que aparecerão pelo caminho. Sem medo, sem limite. Conheça este trabalho aqui no portal Mobilize, na página do Facebook e também no site www.milala.com.br
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