A Mobilidade Urbana na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (SP)

"A Mobilidade Urbana na Região Metropolitana de Ribeirão Preto - Um estudo para conexões urbanas sustentáveis" é o título do trabalho final de curso de Rodrigo Rissi, graduado em 2017 em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Moura Lacerda.

Estudo destaca a mobilidade no planejamento da RMR

Estudo destaca a mobilidade no planejamento da RMRP

Autor: Rodrigo Rissi

Assunto: Teses e TCCs

Abrangência: Regional

Ano: 2017

 

A Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP), instituída por lei em 2016, engloba 34 municípios, agrupados em 4 sub-regiões. Ribeirão Preto é a cidade sede, com população de mais de 600 mil habitantes. E é a cidade recebe todos os dias, para trabalhar e estudar, uma população flutuante que se desloca e volta todos os dias para seus lares nas denominadas "cidades dormitório” do entorno.

 

A mobilidade urbana será um dos principais desafios da RMRP, segundo indicam alguns relatórios técnicos (Emplasa, IBGE e Seade), pois trata-se aqui do deslocamento de mais de 45 mil pessoas por dia, principalmente de municípios limítrofes à cidade sede. 

 

Eixos pendulares

Neste estudo,  foram apresentadas propostas de deslocamento regional conectando essas cidades, a partir da identifcação dos principais eixos de deslocamentos pendulares das cidades limítrofes. No trabalho, a prioridade em termos de solução de mobilidade foi dada a suas conexões e imediações periféricas com a cidade sede. 

 

O estudo incorporou diversos fatores à discussão, como ordenamento territorial regional, onde são discutidas redes infraestruturais de transporte, e ainda saneamento, moradia, trabalho e turismo, gestão e planejamento.

 

Em relação à mobilidade urbana, foram identificados fluxos pendulares na direção de Ribeirão Preto, os mais intensos em cidades próximas como Sertãozinho, Jardinópolis, Serrana, Cravinhos e Brodowski. Em média, as viagens duram em torno de 40 minutos, e envolvem duas tipologias de linhas: as suburbanas, para chegar até a cidade, e a urbanas, que partem do centro às outras localidades de destino. 

 

A problemática mais presente diz respeito ao destino final das linhas intermunicipais, ou seja a rodoviária e seu terminal suburbano. Além da sobrecarga que causa na malha viária, faz com que o usuário pague nova tarifa por meio da integração, ou seja, paga-se duas vezes para chegar a seu destino com um ônibus urbano. A pesquisa também identificou desafios a serem enfrentados, como a presença de linhas clandestinas suburbanas e a limitação do terminal suburbano, cuja capacidade de acesso já é deficiente, principalmente em horários de grande movimento.

 

Foi lembrado o fato de a região possuir uma grande rede ferroviária, que permitiria um deslocamento alternativo ao rodoviário, e cujo nó das linhas se dá na cidade polo da RMRP, Ribeirão Preto. Apesar disso, o sistema por trulhos pouco é explorado pelo munícipio. Poderia ser uma das alternativas para a consolidação de um plano de mobilidade regional no transporte de pessoas, bens e serviços de toda a região. 

 

Os deslocamentos da população são feito, primordialmente, por meio de ônibus. Para desestimular o transporte regional e intermunicipal dentro da malha urbana, a proposta contempla a instalação de Terminais Regionais de Integração (TRI’s) e Terminais Regionais de Apoio e Integração (TRAI’s) em cidades de menor porte, o que desafogaria o trânsito intraurbano e estabeleceria uma rede integrada com interface entre o regional e o local. O trabalho ainda propõe a requalifcação dos principais eixos rodoviários que interligam as cidades da RMRP, e a conexão da proposta regional de mobilidade com projetos cicloviários em parte destes eixos.

 

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A Mobilidade Urbana na RM de Ribeirão Preto
Trabalho final de curso de Rodrigo Rissi, graduado em 2017 em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Moura Lacerda trata de um dos principais desafios da RMRP, a mobilidade urbana.

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