O prefeito Fernando Haddad (PT) reforçou, nesta terça-feira, a promessa de não reajustar a tarifa de ônibus na capital pela inflação, o que poderia elevar a passagem para até R$ 3,47 a partir do dia 1 de junho. No mesmo dia, as tarifas do Metrô e da CPTM devem subir para R$ 3,30. Segundo o petista, os usuários do transporte coletivo sob responsabilidade da Prefeitura não vão pagar mais do que R$ 3,40 para fazer uma viagem. “Vai ser menos de R$ 3,40. Nós vamos fazer um esforço para ser o menor reajuste possível”, disse.
O ônibus está sem reajuste desde janeiro de 2011, quando saiu de R$ 2,70 para os atuais R$ 3. Haddad avisou que, ao segurar o preço da passagem, vai aumentar o subsídio dado às empresas. Em 2012, elas receberam cerca de R$ 1 bilhão. Neste ano, com a estreia do Bilhete Único Mensal, já há previsão de aumentar esse valor em mais R$ 400 milhões.
Metroviários se reúnem para discutir possível paralisação
Os funcionários do Metrô realizam, nesta quarta, uma assembleia para decidir sobre uma possível paralisação. A expectativa do Sindicato dos Metroviários é aprovar, pelo menos, o estado de greve para pressionar a empresa a negociar. Segundo os sindicalistas, já foram realizadas cinco reuniões com o Metrô, que teria recusado as “reivindicações propostas”. A categoria pede, entre outros, reposição salarial de 7,30%, aumento real de 14,16%, reajuste de 24,3% no vale-refeição e aumento do vale-alimentação para R$ 382,71. Nesta quarta-feira de manhã a companhia do governo estadual deve apresentar uma contraproposta para os reajustes salariais.
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