Acessibilidade Sobre Rodas

18
abril
Publicado por Raquel Paoliello no dia 18 de abril de 2017

 

Olá pessoal,

O assunto das calçadas é realmente bem extenso e há ainda muitas questões a serem discutidas, por isso dedicamos mais um post exclusivo para elas.

O Acessibilidade sobre Rodas, resolveu dar um giro pelo Brasil para verificar como anda a mobilidade e a situação das calçadas do nosso País. Abordaremos os problemas –  e por que não as soluções? – de 5 capitais brasileiras, são elas: a nossa cidade de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Recife. Cada uma tem suas particularidades, porém todas deveriam ser acessíveis, para turistas e moradores. Na realidade, sabemos que não é bem assim que funciona.

Existem muitos problemas que são individuais, mas também é claro que tem aqueles que são comuns entre elas, um deles é o não cumprimento das guias rebaixadas. Se elas existissem nos locais corretos os cadeirantes e os idosos teriam muito mais qualidade de vida.

Em São Paulo a acessibilidade é razoavelmente boa; em algumas avenidas, regiões e bairros da cidade a acessibilidade é boa, no Itaim e na Paulista as calçadas são de boa qualidade, mas até nessas regiões há problemas: calçadas esburacadas, dificultando o tráfego, nas regiões mais periféricas da cidade os problemas aumentam. Muitos buracos e falhas e ás vezes a condição da calçada é tão ruim, que os pedestres precisam optar por andar na rua. A acessibilidade para chegar nos pontos turísticos de SP também não está muito boa.

O Rio de Janeiro não é muito acessível, apesar da Cidade Maravilhosa ter sediado as Olimpíadas e Paralímpíadas, a cidade se tornou acessível quase que exclusivamente para esses eventos, isso quer dizer que fora das dependências do Parque Olímpico, não existe muita acessibilidade. Há muitas subidas, as calçadas do centro do RJ são todas de paralelepípedos, as calçadas da cidade são completamente esburacadas e desniveladas com a rua, porém não podemos deixar de citar: o Metrô e o BRT ajudam bastante a população.

A capital do Brasil, está bem longe de ser acessível. Na entrada de um parque as rampas foram construídas com degraus!!!!!!! Aonde esse país vai parar? Um completo absurdo!!! A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos do DF (Sinesp)   informa que há um processo licitatório em curso para a manutenção e a construção de novas calçadas em todo o Distrito Federal.

A capital paranaense, Curitiba, é conhecida como cidade modelo. Existem muitas guias rebaixadas e as calçadas tem bastante acesso para os PCD´s e idosos; Em Curitiba temos vários exemplos de calçadas que são ótimas para tráfego. Um cadeirante consegue circular pela cidade sem maiores problemas. O acesso para os deficientes, nos pontos turísticos também é bem tranquilo. Em Curitiba, existem os tubos que são os pontos de ônibus da cidade; as calçadas de acesso dos tubos são ótimas.

A última cidade a ser citada no nosso post será Recife, que infelizmente tem a mobilidade urbana bem ruim. Por ser uma cidade histórica Recife não possui calçadas adequadas para a perfeita circulação da população. É bem complicado encontrar locais acessíveis em Recife, o que é uma pena, pois a cidade tem muita coisa a oferecer.

O Brasil precisa “ aprender “ com os outros países a oferecer mais acessibilidade para idosos e PCD´s,  não acham?



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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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