Falta de conexão entre ciclovias do Rio expõe usuários a risco

São 458 km de malha cicloviária, mas há armadilhas por todo lado e as ciclovias continuam isoladas na cidade do RJ, obrigando o ciclista a pedalar em meio aos carros

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Fonte: Extra  |  Autor: Extra  |  Postado em: 04 de abril de 2018

Ciclista se arrisca no trânsito da Primeiro de Mar

Ciclista em meio ao trânsito da Primeiro de Março, no Centro

créditos: Márcia Foletto

O Rio pode até sonhar em ser a capital da bicicleta, título de um programa de expansão de ciclovias iniciado pela prefeitura em 2009, mas, na vida real, a situação é outra. A cidade continua registrando mortes como a do músico André Rodrigues, atropelado enquanto pedalava, domingo de manhã, no Aterro do Flamengo. Há armadilhas por todos os lados para os ciclistas que realizam cerca de 420 mil viagens por dia no município.

 

Embora os cariocas tenham à disposição 458 km de malha cicloviária, a falta de conexão entre ciclovias, ciclofaixas e vias compartilhadas é um problema e expõe os usuários a riscos. A promessa de ligar a Tijuca ao Centro, por exemplo, nunca saiu do papel, obrigando quem deseja chegar de um bairro ao outro a pedalar em meio aos carros ou a disputar espaço na calçada.

 

Da Lapa à área de lazer do Aterro, é outro “Deus nos acuda”, igual ao das ruas internas do Catete ou de Ipanema. As ciclovias do Parque Madureira e do entorno do Engenhão são completamente isoladas. Os problemas acontecem às vésperas do Rio sediar, pela primeira vez, em junho, o Velo-city, evento internacional que reúne conferências e palestras voltadas para ciclistas urbanos.

 

"A concepção básica da malha cicloviária no Rio hoje é para lazer. Como meio de transporte para a mobilidade urbana é muito incompleta. A conectividade só é boa na orla", afirma o engenheiro de transportes José Eugenio Leal, da PUC-Rio.

 

Os desafios sobre duas rodas no Rio são vividos diariamente pelo também músico Alexandre Loureiro, de 51 anos, morador da Tijuca. "O calçamento é o maior perigo. O asfalto está esburacado, cheio de remendos, com calombos que são muito perigosos para os ciclistas", diz o músico.

 

A Secretaria Municipal de Conservação informou que aguarda a liberação de verba para a manutenção das ciclovias. Até 2020, diz, a meta da prefeitura é instalar mais 50 km de vias para bicicletas.

 

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