Brasileira Drop inicia produção de patinetes elétricos em Manaus

Com investimento de R$ 4,2 mi, empresa monta fábrica com capacidade para 120 mil unidades/ano. Ao consumidor patinete sai 25% mais mais barato que o importado, dizem

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Fonte: O Estado de S. Paulo  |  Autor: Cleide Silva  |  Postado em: 23 de janeiro de 2020

Linha de montagem de patinetes elétricos da Drop e

Linha de montagem de patinetes elétricos da Drop em Manaus

créditos: Drop/ Divulgação

Na contramão de empresas de compartilhamento que reveem projetos locais, o grupo brasileiro Drop inicia na próxima semana as vendas dos primeiros patinetes elétricos feitos no país. A produção teve início em dezembro, na antiga fábrica da Sharp, em Manaus (AM), que foi alugada pela nova empresa. 

 

A Drop investiu R$ 4,2 milhões para iniciar a montagem dos veículos. Parte veio de aporte do proprietário da empresa, o paulista Sérgio Zancope, e parte de empréstimos financeiros. A capacidade da fábrica é de 120 mil unidades anuais, mas para este ano estão previstas no mínimo 13 mil unidades. 

 

Inicialmente a empresa apenas vai montar os patinetes com kits (CKDs) importados da China. Cerca de 20% dos itens são locais, como guidão, manopla e retrovisor, conforme prevê as regras da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

 

Produção local

Desde 2007 atuando no país como importadora e distribuidora de veículos elétricos, a Drop decidiu pela montagem local "motivada pela alta do dólar", afirma Ricardo Ducco, diretor de Marketing. "O produto já é caro e, com a altíssima carga tributária e o dólar alto, a importação ficou inviável", explica. 

 

Com produção local, o preço ao consumidor está 25% mais em conta em relação ao patinete importado. A empresa oferece duas opções do veículo, ambas dobráveis. O GO-08, de 36 volts, tem preço sugerido de R$ 3 mil, e o GO-10, de 48 volts, R$ 4 mil, com possibilidade de financiamento em até dez parcelas.

 

Mobilidade

No auge do mercado brasileiro, de 2011 a 2013, a Drop vendeu 2 mil patinetes anualmente, sendo metade para lazer e metade para mobilidade. Nos últimos anos, com a crise, a média caiu para mil unidades, sendo 90% para transporte. Essa modalidade de uso aumentou após a chegada das empresas de compartilhamento por aplicativos, informa Ducco. 

 

A ideia da Drop é incentivar o uso intermodal. "No caso dos aplicativos, normalmente a pessoa utiliza para pequenos deslocamentos (micromobilidade), de um trecho para outro", diz. "Como nosso patinete é dobrável, o usuário pode levá-lo no ônibus ou metrô, por exemplo, e continuar utilizando em vários trechos (intermodal)". 

 

O grupo começa suas operações locais com venda para pessoas físicas, mas já negocia o fornecimento às empresas de aplicativos. Com base nessa demanda é que a Drop prevê um mercado de 13 mil unidades este ano, mas com potencial de crescimento gradual. 

 

Como a Drop não atua na venda direta, os patinetes serão comercializados em mais de mil pontos, principalmente em lojas de material esportivo de shopping centers e em grandes redes de varejo, como Centauro, EletroBom e Martins. 

 

Scooters

"Nosso próximo passo será a produção em larga escala de scooters elétricas em parceria com uma grande fabricante mundial da Ásia que quer entrar no Brasil", informa Ducco. A unidade em Manaus emprega atualmente 20 funcionários e futuramente deverá ter 60. 

 

Os patinetes da marca têm autonomia de 30 km a 35 km e a recarga elétrica é feita em três a quatro horas. Têm painel digital com velocímetro, carga de bateria e seleção de potência, retrovisores, farol e freio a disco. 

 

As rodas são calibráveis (maiores que as tradicionais para adaptação às ruas brasileiras, normalmente com muitos desníveis). O veículo importado não tem essa característica, o que o torna menos durável, avalia Ducco. Os modelos da marca atingem velocidade de 25 km/h, a permitida por lei. 

 

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