Segunda edição da maior contagem manual de ciclistas já feita em São Paulo, atualizando o levantamento de 2023. Foram contados 216 pontos. A campanha mobilizou 36 pesquisadores de campo em janela sazonal comparável a 2023 e com tomada de dados nos mesmos dois picos de deslocamento (7h–10h e 17h–20h). Os dados de 2026 foram tabulados no mesmo formato da edição anterior e disponibilizados em formato aberto para atualização da camada correspondente no Geosampa.
O principal achado desta edição é que a cidade está pedalando diferente. O volume total que passou pelos pontos monitorados cresceu cerca de 10%, mas esse crescimento não é de bicicletas convencionais: a categoria "outros veículos", que inclui sobretudo bicicletas elétricas, com motor adaptado e autopropelidos, aumentou mais de 10 vezes (de 703 para 7.268 registros). Isolado apenas o volume de ciclistas de bicicletas convencionais, o resultado se inverte e constata-se uma queda de 7,5%, de 36.500 para 33.750 pessoas. Este é um dos resultados que mais chama a atenção neste relatório sobre esta edição.
Os resultados encontrados ocorrem num contexto de expansão modesta da infraestrutura: apenas 7 dos 200 pontos monitorados contaram com melhoria de infraestrutura cicloviária, um ritmo incompatível com a meta de 4% de participação modal do PlanClima para 2030.
Em termos de perfis, enquanto entregadores com bag cresceram 83% e avançaram em todas as oito sub-regiões paulistanas, recuaram mulheres, cargueiras, bicicletas compartilhadas e bicicletas com garupa. O recuo é territorialmente desigual com a Zona Oeste responsável por cerca de 69% da perda líquida, e destaque para as pontes do eixo oeste.