O estudo, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) e Ipsos-Ipec, entrevistou 3.500 pessoas em 10 capitais - Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Goiânia - com o objetivo de levantar as percepções da população sobre mobilidade urbana.
Entre os os fatores que mais afetam a vida das pessoas, encontrados na pesquisa, estão o aumento de 9 minutos (em relação a 2025) no tempo de deslocamento diário na cidade, o que resulta agora em pouco mais de 2 horas por dia; e o valor das tarifas, que é alto para o bolso do brasileiro e também prejudica a rotina e o acesso a serviços essenciais.
Fortaleza lidera a lista com a maior média de tempo diário (2 horas e 18 minutos), seguida pelo Rio de Janeiro (2 horas e 10 minutos) e por São Paulo e Recife (2 horas e 7 minutos). Do total de entrevistados, 54% usam o transporte público como a principal forma de locomoção, e a lotação dos veículos foi apontada por 24% como o principal problema a ser resolvido.
Quanto à tarifa, a pesquisa revelou que 63% dos passageiros de ônibus deixam de visitar amigos e parentes por conta do preço da passagem, enquanto 51% deixam de ir a consultas médicas e 44% enfrentam dificuldades financeiras para sair de casa em busca de emprego.