Linha 6-Laranja, há 5 meses parada, tem prazo de obras ampliado

Serviços do ramal do metrô de SP ligando centro à zona norte tinha prazo até o fim de dezembro para serem retomados, mas agora governo renova prazo por mais seis meses

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Fonte: O Estado de S. Paulo  |  Autor: Bruno Ribeiro e Fabio Leite  |  Postado em: 06 de fevereiro de 2017

Obras da Linha-6 Laranja: paradas desde 2 de setem

Obras da Linha-6 Laranja: paradas desde 2 de setembro

créditos: Divulgação

 

As obras da Linha 6-Laranja do Metrô, primeira Parceria Público-Privada (PPP) de São Paulo - que transferiu a construção do projeto para a iniciativa privada - completou cinco meses de paralisação no início de fevereiro. 

 

O ramal deveria ligar a Vila Brasilândia, na zona norte da capital, à Estação São Joaquim, no centro, com conexões em duas linhas de trens e outras duas linhas de metrô.

 

A obra havia começado em janeiro do ano passado e vinha sendo tocada pelo Consórcio Move São Paulo, uma associação entre as empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, todas envolvidas na Lava Jato, e um fundo de investimentos. Em 2 de setembro, sem conseguir financiamento de longo prazo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), condição prevista para concluir a empreitada, a obra parou – e está assim desde então.

 

Responsabilidade

A Secretaria Estadual do Transportes Metropolitanos (STM) argumenta que a responsabilidade da obra é “exclusiva do parceiro privado, definida pelo contrato de concessão”, mas afirma que o”governo do Estado colabora junto ao BNDES para que a questão possa ser solucionada”.

 

“Na expectativa pela continuidade do projeto, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos estendeu o prazo até 15 de junho de 2017, para que a Concessionária resolva o problema da financiabilidade do empreendimento”, diz a secretaria, por nota.  

 

Após a paralisação, em 2 de setembro, o governo informou que havia dado prazo até o fim de dezembro para os serviços voltarem, prazo agora renovado por mais seis meses.

 

Ainda segundo a secretaria, “foram aportados pelo governo do Estado até o momento R$ 694 milhões para pagamento de eventos de aporte e R$ 979 milhões para pagamento das desapropriações”. 

 

Desapropriações

Ao todo, 94% dos 371 imóveis que precisaram ser desapropriados para a execução da obra já estão vazios. O Metrô afirma que fiscaliza se a Move São Paulo vem garantindo a segurança dos espaços vazios, encravados em bairros como Higienópolis, no centro; Pacaembu, Perdizes, na zona oeste e Freguesia do Ó, Pirituba e Brasiliândia, na zona norte da cidade.

 

Já a Move São Paulo afirma, também por nota, que “cumpriu todas as obrigações previstas no contrato de concessão da linha e a implantação avançou em 15%”.

 

“A suspensão das atividades se deveu a fatores combinados e alheios ao domínio da Concessionária, como: a deterioração da economia, os atrasos na liberação de áreas públicas por parte do Poder Concedente e mudanças nas exigências do BNDES”, afirma a empresa. “Estão mantidas as atividades de manutenção e segurança das áreas; o atendimento à comunidade e o recebimento e armazenamento dos tatuzões.”

 

A empresa afirma, em nota, que está solicitando mais recursos do governo. “A Concessionária informa ainda que continua com os esforços para a obtenção do financiamento de longo prazo junto ao BNDES e aguarda manifestação do governo do Estado de São Paulo sobre o pedido de reequilíbrio da Parceria Público-Privada de implantação da Linha 6-Laranja do metrô”. 

 

Os termos do “reequilíbrio”, no entanto, não foram citados pela empresa.

 

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