O socialista Emmanuel Gregoire, assim que soube que tinha vencido as eleições para prefeito de Paris no último domingo (22), pegou uma Vélib’ (a bicicleta pública parisiense) e não titubeou, seguiu pedalando até a sede da prefeitura, às margens do Sena, onde se encontrou com apoiadores.
A vitória de Gregoire, colaborador da atual prefeita Anne Hidalgo, também do Partido Socialista, significa que a administração de esquerda continuará a ser exercida na capital francesa, o que já dura 25 anos. O político obteve 53,1% dos votos no segundo turno das eleições, deixando para trás a candidata da extrema direita Rachida Dati, com 38%.
Cidade da bicicleta
Em uma década, o uso da bicicleta na capital francesa avançou extraordinariamente, e não por acaso. Nesse espaço de tempo, a municipalidade adotou políticas de mobilidade audaciosas, que privilegiaram os modos de deslocamento ativos. Isso levou Paris a uma escalada no pódio europeu em número de ciclistas e ciclovias, ultrapassando inclusive a capital holandesa Amsterdam. Além da oferta pública de bicicletas (sistema Vèlib'), a cidade conta com três empresas de ciclomobilidade (Voi, Dott e Lime), que operam com bicicletas elétricas.
Quem hoje em Paris opta pelo carro deve saber que precisará se conter em limites de velocidade de 30 km/h. E certamente terá dificuldade para conseguir estacionar seu veículo nas ruas. Essa nova realidade pode até não agradar a todo mundo, nem seria o caso; mas é a tradução da vontade de uma maioria que elegeu novamente um prefeito amigo da bicicleta.
Leia também:
Prefeita de Paris visita Belém e assina acordo de cooperação para mobilidade
Com menos carros nas ruas, o ar de Paris está visivelmente mais limpo
Pedalando nas ruas de Paris (2025) - Vídeos - Mobilize Brasil
Impressões ao caminhar por Paris - Mobilize Brasil
Apoie o Mobilize Brasil
