Recentemente, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias no Estado do Rio Grande do Sul realizou o Seminário Sobre Transporte Ferroviário. Os temas discutidos: As relações de trabalho e a terceirização de serviços na ALL (América Latina Logística), as condições da malha ferroviária no País e a retomada do transporte ferroviário.
Que país é este!
O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Ferroviários (FNTF), Hélio Regatto, pede um “basta” para a “desmanche” das ferrovias brasileiras. Pede, ainda, que as autoridades saiam da acomodação, da leniência, da omissão e da irresponsabilidade e exerçam seu papel de fiscal das concessionárias ferroviárias.
Malhinha
Regatto diz que a malha ferroviária do País foi reduzida drasticamente desde o início do processo de privatização das ferrovias no governo Fernando Henrique Cardoso. “Atualmente, nossa malha é menor do que a Argentina, por exemplo, que tem um terço apenas da área do Brasil”.
Convite
Nesta sexta-feira (26), será realizado, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o Seminário Desenvolvimento e Ferrovias – Região Sul.
Sim
O deputado federal Pedro Uczai, do PT de Santa Catarina, diz que o crescimento econômico do Brasil tem apontado para a necessidade de retomada de investimentos nas ferroviais para o transporte de cargas e de passageiros.
Não
Já o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, afirma que o crescimento econômico dos próximos anos do País será garantido pelo transporte rodoviário.
Viciado
Nesse sentido, Figueiredo defende mais recursos para melhorar o transporte rodoviário e diz que o Brasil é “rododependente”.
Ferrovia colonial
Daniel Lúcio Souza, ex-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), reclama que a Ferrovia Curitiba-Paranaguá, que transporta os grãos que o porto exporta, ainda é de bitola estreita. “Depois da inauguração pela Princesa Isabel há 150 anos, nada de novo. Apenas os lucros da ALL com o trecho que ela ganhou do Imperador D Pedro II”.
A gente somos...
O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas de Minas Gerais, Flávio Roscoe, avalia que a desoneração da folha de pagamento de alguns setores econômicos, incluída no Plano Brasil Maior, é uma ação inútil.
Dois pesos...
Segundo ele, o governo tirou de um lado, zerando a folha de pagamento do setor têxtil, por exemplo, mas está tirando de outro jeito com a criação de uma taxa de 1,5% do faturamento como compensação para a eventual perda de arrecadação.
X da questão
Roscoe diz que o maior problema do segmento nacional continua sendo a invasão de produtos chineses no Brasil. E isso se deve, diz o empresário, ao elevado Custo Brasil.
Culpados
Maria Gorete Hoffmann, no grupo de discussão do setor têxtil, os principais elementos de impacto na receita líquida das empresas são: logística, juros sobre o capital de giro, burocracia e custos de regulamentação, custos dos investimentos, custo de insumos básicos e custos de energia.
Pegando fogo
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou ao senador Vital do Rêgo, do PMDB da Paraíba, que o Governo do Estado negou autorização para ampliação da equipe do Corpo de Bombeiros no Aeroporto João Suassuna, o que significa, segundo o parlamentar, um obstáculo para a ampliação de voos no aeroporto. Quem quer implantar um novo vôo no aeroporto é a companhia aérea Gol.
Bode expiatório
Mesmo passados oito meses de governo, o secretário do Planejamento e Coordenação Geral do Governo Beto Richa, do Paraná, Cássio Taniguchi, debita a culpa pela não execução de grandes obras no estado ao governo passado de Roberto Requião. “Encontramos a prateleira de projetos completamente vazia ao assumir o governo paranaense”.
Boa notícia
Enquanto a Região Metropolitana que abriga o maior porto do Brasil espera há 10 anos a sua implantação, o governo Silval Barbosa vem recebendo sinais de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pode ser aceito como o modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo de 2014.
Pá de cal
Os operários da reforma do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, decidiram, na última sexta-feira (19), manter greve iniciada no dia 17. Eles querem do Consórcio Maracanã Rio 2014, formado pelas empreiteiras Delta, Odebrecht e Andrade Gutierrez, plano de saúde para os seus familiares e aumento no valor do vale-refeição.
Em questão
O consultor e colunista do Portogente, Jorge Hori, provoca os internautas fazendo a seguinte pergunta: A Baixada Santista está se preparando para dar suporte às milhares de pessoas que irão trabalhar na produção de petróleo e gás do pré-sal da Bacia de Santos? Dê a sua opinião aqui.