O estudo com o diagnóstico da mobilidade urbana nos municípios mineiros foi elaborado em parceria pelo Centro de Excelência Jean Monnet da Universidade Federal de Minas Gerais e pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. O resultado aponta para graves lacunas nos sistemas de transporte coletivo, que obteve baixa pontuação (35,8 pontos) devido à ausência do serviço em 72,2% das cidades e à frágil regulação contratual para o cumprimento de metas de qualidade.
Por outro lado, resultados positivos surgiram na dimensão de sustentabilidade e modos ativos, que obteve o maior desempenho do estudo (63,1 pontos), impulsionada pelo cumprimento de cronogramas de manutenção de infraestruturas cicloviárias. Também intervenções pontuais foram verificadas na fiscalização de passeios públicos e no rebaixamento de calçadas.
O principal obstáculo identificado foi quanto à governança e planejamento, dimensão que obteve a pontuação mais baixa do relatório (12,2 pontos). Constatou-se que 40,7% dos municípios não elaboraram seus Planos de Mobilidade Urbana.
Para superar essas dificuldades, o relatório propõe aos municípios firmarem cooperações e parcerias estratégicas com instituições de ensino superior.
Para melhorar os sistemas de transporte coletivo, a recomendação é a busca por modelos de financiamento e o fomento de consórcios intermunicipais, o que permitiria otimizar custos operacionais e promover a integração tarifária. Entre os casos de sucesso e de excelência em gestão, a serem replicados, destacam-se iniciativas de programas de Tarifa Zero, implementadas pelas cidades de Ibirité e Mariana.