No final de janeiro, o consórcio que opera o BRT da região metropolitana de Goiânia (GO) anunciou que vai passar a operar com 21 novos ônibus elétricos articulados e biarticulados. Fabricados no Brasil com chassis da Volvo e carrocerias da marca Marcopolo, os veículos 100% elétricos, no modelo BZRT, são cinco biarticulados e 16 articulados.
Os novos ônibus são enormes: o biarticulado tem cerca de 28 metros de comprimento e capacidade para até 250 passageiros, enquanto o articulado mede cerca de 21 metros e transporta até 180 pessoas. Os modelos utilizam dois motores elétricos de 200 kW cada, e podem receber até oito módulos de bateria, com capacidade total de até 720 kWh.
Com essa aquisição, Goiânia torna-se a primeira cidade do mundo a operar uma frota de biarticulados elétricos de forma regular, diz a nota da assessoria da Volvo. Além disso, o benefício da substituição de ônibus a diesel de grande capacidade por elétricos traz impacto significativo para o ambiente urbano, ao reduzir emissões e o ruído do transporte coletivo urbano.
Sensores
Os novos ônibus são dotados de tecnologia de freagem automática, para que, ao detectar risco de batida ou atropelamento, sensores elétricos comecem a frear o veículo gradativamente, sem trancos que possam desequilibrar os passageiros.
Além dos dispositivos que evitam atropelamentos de pedestres, há sensores que ligam automaticamente os para-brisas em caso de chuva, e os que despertam o motorista se ele cair no sono, por exemplo. O sistema também detecta quando o condutor está digirindo de forma perigosa, emitindo mensagem no painel e um sinal sonoro, inicialmente discreto mas que aumenta gradativamente conforme a situação se agrave.
Nos 'pontos cegos' nas laterais do ônibus, luzes se acendem ao detectar a presença de pedestres, motos e ciclistas. Em caso de risco iminente de atropelamento, o sistema aciona um sinal sonoro e luzes piscantes para alertar o motorista.
Simulação de tecnologia de prevenção de acidentes em ônibus Imagem: Volvo/Divulgação
Em operação há mais de quatro décadas, o BRT da Grande Goiânia passa por um processo de modernização e eletrificação da frota. Atualmente, o sistema de corredores compreende 47 estações, 213 pontos de parada, 15 terminais e cerca de 108 km de extensão, e atende a mais de 2,5 milhões de usuários por mês.
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