A capital holandesa Amsterdã aprovou, em 22 de janeiro, a proibição de anúncios de combustíveis fósseis e outros produtos com altas emissões de carbono, como viagens aéreas, cruzeiros, carros a diesel e gasolina e carne, nos espaços públicos e na rede de transporte urbano.
Em seguida, no dia 4 de fevereiro, foi a vez do conselho municipal de Florença, na Itália, vetar a publicidade de combustíveis não renováveis e de produtos poluentes nas ruas da cidade.
Amsterdã e Florença não estão sozinhas: a medida se soma a outras adotadas em 50 cidades no mundo onde já existem restrições à propaganda de produtos com potencial de agravar a crise climática global. Essa lista inclui metrópoles como Sydney, Edimburgo e diversos municípios holandeses, como como Utrecht, Haia, Zwolle, Delft e Nijmegen. Já Florença é a primeira cidade na Itália a eliminar essa publicidade do espaço público.
Em Florença, a votação a favor da medida foi mais ampla, 18 a 3, mas não há prazo estipulado ainda para o início da vigência da lei. Na capital holandesa, foram 27 votos a favor e 17 contra a proposta. A ideia é que a lei começe a valer a partir de 1º de maio. A vice-prefeita de Amsterdã, Melanie van der Horst, no entanto, defendeu um período de transição mais longo, com a justificativa de permitir às empresas e operadores de publicidade tempo para se adaptar à nova regra.
Defensores da iniciativa argumentam que a restrição é necessária para alinhar políticas públicas ambientais: “Anúncios que retratam combustíveis fósseis como algo normal agravam a crise climática e não têm lugar em uma cidade, ou em um país, que aderiu ao Acordo de Paris”, afirmou a coordenadora da campanha Reclame Fossielvrij, Femke Sleegers, quando a proposta foi apresentada, destaca o site EuroNews.
França
Enquanto a Holanda prioriza iniciativas locais, outros países europeus avançam com legislações nacionais. A França se tornou, em 2022, o primeiro país do continente a proibir anúncios de combustíveis fósseis por meio de uma lei climática que inclui penalidades de até €100 mil para empresas que descumprirem a norma.
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