Acessibilidade Sobre Rodas

14
dezembro
Publicado por Raquel Paoliello no dia 14 de dezembro de 2016

Oi pessoal,

Tudo bem?

 

Neste mês embarquei em um meio de transporte sem motor e com apenas duas rodas, mas que anda causando muita polêmica nas cidades de todo mundo. Sim, estou falando das bicicletas, que nasceram ainda no século 19, se tornaram uma mania e depois foram sendo substituídas pelos carros.

 

Porém, o que podemos observar atualmente é exatamente o movimento contrário: os carros sendo substituídos pelas bicicletas, até mesmo para o transporte de pessoas com deficiência. Quando estamos andando de bike a cidade pode ser vista sob uma ótica diferente. O ciclista pode parar a qualquer momento e em qualquer lugar para observar o que encontra pelas ruas.

 

Dependendo do tipo de deficiência, a pessoa pode circular de bike sem nenhum problema, especialmente com as bicicletas adaptadas. Para um cadeirante andar de bicicleta, por exemplo, basta algumas adaptações e a bike estará prontinha para ser usada. Além disso, hoje temos as ciclovias, que estão se espalhando pelas cidades. Depois da criação das ciclovias os ciclistas conquistaram seu lugar e hoje vemos um respeito mútuo entre ciclistas e pedestres, o que é bem legal.

 

Eu, andando de bike pela Paulista em um passeio do Bike Tour SP ;)

Eu andando de bike pela Paulista em um passeio do Bike Tour SP ;)

 

Em minha cidade, São Paulo, a avenida Paulista dispõe de uma boa ciclovia e se tornou uma ótima opção para andar de bike. Desde o final do ano passado foi implementada uma ideia supercriativa e divertida: aos domingos, a Paulista é fechada para carros, das 9 às 17 horas, de forma que pedestres e ciclistas podem trafegar livremente pelas pistas. Com essa medida, agora os deficientes também podem passear pela Paulista tranquilamente.

 

Para finalizar, citarei aqui o Bike Tour SP, um passeio de bicicleta acessível pela cidade. São organizados grupos de dez pessoas, entre deficientes e ciclistas que querem curtir a cidade. O Bike Tour é oferecido em vários pontos turísticos de São Paulo , como a Paulista, o Centro , Parque do Ibirapuera, Faria Lima e Vila Madalena. Um guia turístico coordena o passeio com as bikes, que podem acomodar uma ou mais pessoas.

 

Em geral, os ciclistas levam suas próprias bikes, mas se o cadeirante não possuir uma, poderá emprestar uma bike do projeto apenas pra realizar o passeio, que é bem divertido e muito interessante.

 

Mais informações sobre o Bike Tour SP: www.biketoursp.com.br

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Mais um registro bem legal ;)

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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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