Mobike deve chegar a SP com 10 mil bicicletas e novo nome. Em 2019

Gigante chinesa vai atuar na mesma região ocupada pelas bicicletas do BikeSampa e da Yellow. Curitiba também está na mira da empresa de bike share

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Fonte: Ciclocosmo/Folha de S.Paulo  |  Autor: Erika Sallum/Ciclocosmo/Folha de S.Paulo*  |  Postado em: 19 de outubro de 2018

Imagem institucional  do site da Mobike

Imagem institucional do site da Mobike

créditos: Mobike/Divulgação

O blog Ciclocosmo, de Erika Sallum, anunciou hoje (19) a prometida chegada à São Paulo, no primeiro trimestre de 2019, das bicicletas compartilhadas sem estações da empresa chinesa Mobike. Depois das bicicletas laranjinhas do Itaú e vermelhas do Bradesco, a chegada da Yellow e a prometida volta da Serttel a esse segmento devem espalhar dezenas de milhares de bicicletas pela cidade.

A novidade, agora, são as bicicletas dockless (sem estações), que podem ser retiradas e devolvidas em qualquer lugar, desde que esteja dentro da área de operação do sistema. A Yellow, por exemplo, começou a operar na capital paulista com total liberdade a seus usuários/clientes. Um mês depois decidiu restringir sua área de atuação à zona oeste-sul da cidade. Para frustração dos futuros clientes, a Mobike também colocará suas bicicletas no eixo Faria Lima - Berrini e depois abrirá a operação para outras regiões de São Paulo.

Nove milhões de bicicletas
A Mobike, criada em 2015 por uma ex-jornalista chinesa de 36 anos, é a maior empresa de bike sharing do planeta em número de bicicletas, presente nas ruas de mais de 200 cidades em 20 países. São 9 milhões de unidades, que fazem 30 milhões de viagens diárias no mundo. Está presente em locais como Israel, Cingapura, Índia, Estados Unidos, Itália, Reino Unido e Alemanha, entre outros. Recentemente, começou sua investida na América Latina, com operações em capitais como Santiago, no Chile, e Cidade do México.

Segundo Erick Coser, brasileiro de apenas 26 anos que está por trás da coordenação das operações da Mobike no país, a capital receberá inicialmente 10 mil unidades — bikes sem marchas, semelhantes às Yellow, porém aparentemente mais resistentes –, ao longo do primeiro trimestre de 2019. A meta é atingir 100 mil bikes nos meses ou anos seguintes. 

Além de São Paulo, Curitiba vai servir como teste. “A capital paranaense sempre foi pioneira nas discussões sobre mobilidade urbana, por isso resolvemos iniciar nossas atividades lá também”, diz Erik. Mas, como a marca já é usada por outra empresa no Brasil, provavelmente a operação aqui terá outro nome. Aguardemos.

*Edição Mobilize Brasil

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