129 metros de pistas e ciclovias suspensas por uma torre de 24 andares

A obra será um marco arquitetônico que poderá ser visto de vários pontos de Curitiba e também do município vizinho de São José dos Pinhais

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 |  Autor: Agora Paraná  |  Postado em: 20 de dezembro de 2011

Ilustração da obra

Ilustração da obra

créditos: IPPUC

O Viaduto Estaiado, que passará por cima da avenida das Torres (Comendador Franco), no cruzamento com a rua Coronel Francisco H. dos Santos, terá 129 metros de vão livre, de um lado a outro da rodovia que faz parte do corredor Aeroporto-Rodoferroviária.

 

Esta será a extensão das quatro pistas de rolagem que ficarão suspensas por 21 cabos de aço ancorados num pilar de 74 metros de altura (equivalente a de um prédio de 24 andares). A obra será um marco arquitetônico que poderá ser visto de vários pontos de Curitiba e também do município vizinho de São José dos Pinhais.

 

A licitação para a construção do novo viaduto, juntamente com três outras grandes obras da Copa do Mundo de 2014, (Sistema Integrado de Mobilidade - SIM, reforma do Terminal Santa Cândida e trincheira da rua Guabirotuba), foi autorizada pelo prefeito Luciano Ducci e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann no último fim de semana. O viaduto estaiado faz parte de um pacote de quatro obras autorizadas pelo prefeito que somam investimentos de R$ 181 milhões.

 

Quando pronto, o viaduto estaiado - sob a perspectiva de quem passará por baixo dele, pela avenida das Torres - terá seis metros de altura, desde a base do asfalto até o tabuleiro (pista do viaduto). Serão mais 68 metros de altura de quem sob a ótica desde as quatro pistas do viaduto (na extensão da Francisco H. dos Santos por sobre a Avenida das Torres) até o topo do pilar que ancora os cabos de sustentação. A distância de um lado a outro é de 129 metros.

 

“O viaduto deixará melhor o fluxo de importante corredor viário da cidade, e ao mesmo tempo agregará valor estético à paisagem” afirma o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Cléver Almeida.

 

Mobilidade - O projeto do viaduto estaiado elaborado pelo Ippuc preserva a possibilidade de implantar, no futuro, um novo modal de transporte no canteiro central da avenida das Torres. O uso dos cabos elimina a necessidade os pilares que normalmente são usados como sustentação dos viadutos tradicionais.

 

“A opção por esse tipo de viaduto (estaiado) garante a reserva de uma área importante da via para ser usada futuramente para a mobilidade da cidade. É uma obra feita com muito planejamento, pensando em resolver os problemas atuais sem perder de vista o futuro”, explica o presidente do Ippuc, Cléver de Almeida.

 

A obra - Os cabos, 10 de um lado e 11 no sentido contrário, serão ancorados num pilar de 69 metros de altura. O tabuleiro do viaduto terá 25 metros de largura com quatro faixas de circulação, duas em cada sentido da via. Além das pistas, o viaduto terá ciclovia nas duas laterais para o trânsito seguro de ciclistas e pedestres.

 

O novo viaduto vai melhorar a ligação viária entre os bairros Boqueirão, Hauer, Xaxim, Uberaba e Jardim das Américas, Cajuru e BR 277, beneficiando cerca de 300 mil moradores dos seis bairros, além de turistas.

 

“Além do propósito de melhorar o trânsito e o transporte coletivo, pois ali passam muitas linhas de ônibus, o viaduto será um marco referencial para a cidade, pois ele está no corredor do Aeroporto Afonso Pena”, diz o arquiteto do Ippuc, Mauro Magnabosco, responsável pelo projeto.

 

Com o viaduto, serão eliminados os semáforos no cruzamento dessas duas avenidas e fluxo será contínuo tanto pela avenida das Torres como pela Francisco H. dos Santos. A passagem do aeroporto para Curitiba nesse trecho será livre. A obra está no cruzamento de uma região com intenso comércio e serviço.

 

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