A professora Verônica Franco, 29 anos, é peruana. Veio de Lima, na semana passada, passar os dias de folga com a conterrânea Ângela Figueiredo, 41, que faz mestrado na USP. Na tarde de sábado, Ângela levou Verônica para conhecer o Centro de São Paulo. Ambas seguiram um guia turístico a partir do metrô Sé. Neste mês, a SPTuris (São Paulo Turismo) lançou um novo roteiro: Niemeyer e o modernismo.
O passeio, chamado de Turismetrô, é gratuito. Dura três horas. Parte sempre da Sé. O interessado só tem de pagar as viagens. No caso da rota de Niemeyer, são duas (R$ 6).
“Nos sentimos mais seguras com o grupo”, afirma Verônica. São 25 pessoas por roteiro. “É bom passear e ouvir as curiosidades”, diz Antônia de Souza Mendes, 79 anos.
Além do roteiro sobre Oscar Niemeyer – ícone da arquitetura brasileira, morto no final do ao passado, aos 104 anos –, o Metrô oferece outras cinco opções de passeio (veja quadro), sempre aos finais de semana.
O programa existe há sete anos. A nova atração passa por obras famosas do arquiteto, como o edifício Copan e o Memorial da América Latina, e por construções menos conhecidas de Niemeyer, como a Galeria Califórnia e o edifício Eiffel. Além disso, os turistas podem ver outros grandes prédios da cidade, como o Mirante do Vale e o Circolo Italiano.
O guia Carlos Eduardo Mendes, 34 anos, professor de história, gosta de contar casos curiosos sobre as obras, como a música de Tom Zé sobre a “briga” do Edifício Itália com o Hotel Hilton. “Eu estudo o roteiro para descobrir coisas novas.”
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