"Por que tão longe?". Mobilidade de crianças e estrutura urbana no Distrito Federal

Estudo analisa a mobilidade de crianças nos trajetos de casa para a escola e da escola para casa no Distrito Federal. A pergunta é: Por que as crianças das Regiões Administrativas (RAs) periféricas se deslocam diariamente para o Plano Piloto de Brasília para estudar?

Utopia de Brasília de atender bem às crianças não

Utopia de Brasília de atender bem às crianças não ocorreu

créditos: Museu da Educação do Distrito Federal

Autor: Fernanda Müller/Leonardo Monasterio/Cristian Dutra

Assunto: Estudos e Pesquisas

Abrangência: Regional

Ano: 2018

Com base em um estudo que acompanhou crianças de duas instituições educacionais públicas situadas no Plano Piloto de Brasília (um Centro de Educação Infantil e uma Escola-Classe), foi possível traçar um perfil das práticas de circulação dessa população.

Depois de apresentar a concepção inicial dos planejadores de Brasília para a mobilidade de crianças, o trabalho passa a analisar os dados gerados na pesquisa. 

Os resultados mostram que apenas 4% das crianças vão para a escola a pé e 57% têm que viajar mais de 20 km por dia apenas em seus trajetos casa-escola-casa. Ou seja, a estrutura urbana da cidade e a oferta limitada de educação pública não permitiram que a utopia idealizada para Brasília se realizasse.

Utopia manifestada nas propostas do educador Anísio Teixeira, que no início da década de 1960 objetivava “distribuir equitativa e equidistantemente as escolas no Plano-Piloto e Cidades--Satélites, de modo que a criança percorresse o menor trajeto possível para atingir a escola, sem interferência do tráfego de veículos, para a comodidade e tranquilidade de pais e alunos”.

Este artigo é resultado do estudo realizado pelos pesquisadores Fernanda Müller, Leonardo Monteiro Monasterio e Cristian Pedro Rubini Dutra (Grupo Interdisciplinar de Pesquisa sobre a Infância da Universidade de Brasília-UnB).

 

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"Por que tão longe?". Mobilidade de crianças no DF
Estudo analisa a mobilidade de crianças nos trajetos de casa para a escola e da escola para casa no DF. A pergunta é: Por que as crianças das RAs periféricas se deslocam diariamente para o Plano Piloto de Brasília para estudar?

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