Em 2008, o índice de mobilidade médio da população das metrópoles brasileiras era de 1,86 viagens/habitante/dia, segundo dados da ANTP.
Considerando o aumento da população e a melhoria da situação econômica e social do país, pode-se projetar que o índice de mobilidade suba para cerca de 2,5, o que significaria um total de 220 milhões de viagens por dia em 2025. Mas em quais modos de transporte essas viagens adicionais seriam feitas? Variáveis como o custo da tarifa, a velocidade dos ônibus, a qualidade dos serviços e o custo relativo de usar motocicleta ou automóvel, têm estimulado o uso crescente do transporte individual nas cidades do país.
A partir da análise desses dados, o trabalho aponta alguns desafios para a mobilidade urbana nas próximas décadas, dos quais destacamos:
- Priorizar o transporte público como serviço essencial, assim como seu financiamento;
- Regulamentar formas de contratação dos serviços públicos de transporte que estimulem a qualidade, produtividade e integração;
- Priorizar o uso do espaço público para o transporte;
- Aumentar as restrições ao uso do automóvel;
- Estimular viagens a pé, em bicicleta ou em ônibus;
- Baratear as tarifas de transportes públicos;
- Estimular a integração entre modais por meio de recursos de TI;
- Promover a integração dos sistemas de transportes nas regiões metropolitanas.