A proposta é integrar estratégias de mitigação e a adaptação à emergência climática, permitindo ao país enfrentar os impactos crescentes das mudanças do clima de forma eficaz. E a mobilidade urbana sustentável é elemento-chave nessa integração, pois promove cidades mais compactas, reduz a dependência de combustíveis fósseis e contribui para a diminuição das emissões, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida e reduz vulnerabilidades sociais.
Medidas como a priorização do transporte público, a expansão da mobilidade ativa (mobilidade a pé e mobilidade por bicicleta) e a integração com infraestrutura verde-azul — como corredores arborizados e drenagem sustentável — fortalecem tanto a mitigação quanto a adaptação, criando sinergias que tornam os espaços urbanos mais resilientes e inclusivos.
O estudo
Foram realizadas entrevistas com especialistas e representantes do poder público, além da análise de experiências em diferentes contextos urbanos. Esses elementos, combinados com estudos de caso e análises técnicas, orientaram a construção desta publicação, que se propõe a oferecer ferramentas e subsídios práticos para apoiar a tomada de decisão em políticas públicas, projetos e investimentos voltados à mobilidade sustentável.
O trabalho mostra como Soluções baseadas na Natureza (SbN) podem ser projetadas como infraestruturas verde-azul, capazes de regular o microclima, reduzir riscos de inundações e ampliar a qualidade ambiental. Ciclovias arborizadas, terminais de ônibus com soluções bioclimáticas, calçadas permeáveis e parques lineares que acompanham rios ou córregos exemplificam como a mobilidade pode ser a porta de entrada para difundir práticas de adaptação climática em larga escala.
Se preferir, leia o estudo diretamente da página do ITDP Brasil