Ciclomotores têm novas regras desde janeiro. Mas, como fiscalizar?

São 136 tipos de ciclomotores e 283 de autopropelidos. Agentes de trânsito têm dificuldade de diferenciar tantos modelos e assim poder fiscalizar seu uso seguro no país

Notícias
 

Fonte: Agência Brasil  |  Autor: Mobilize Brasil  |  Postado em: 02 de fevereiro de 2026

Regras proíbem circulação de ciclomotores em ciclo

Regras proíbem circulação de ciclomotores em ciclovias

créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil

Desde 1º de janeiro estão em vigor nas cidades de todo o país as novas normas para a circulação de ciclomotores nas vias públicas.

 

De acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é obrigatório que o ciclomotor esteja emplacado, circule apenas em ruas e avenidas - ou seja, fora das ciclovias e calçadas -, e que seus condutores estejam usando capacete, sejam habilitados e portem o licenciamento anual do veículo. A ideia é proteger quem usa veículos mais leves e mais lentos, como patinetes e bicicletas.

 

Na prática, mesmo antes das normas vigorarem, a grande dificuldade tem sido a fiscalização. Os agentes de trânsito não conseguem distinguir, apenas visualmente, um autopropelido de um ciclomotor, por exemplo, devido à enorme variedade de modelos em circulação. 

 

Os ciclomotores são os veículos de duas ou três rodas com motor de combustão interna, que podem chegar a 2.000 watts de potência e a 50 km por hora. 

 

Os veículos autopropelidos têm motores com potência limitada a 1.000 watts e podem atingir velocidade máxima de 32 km por hora.

 

Os veículos que ultrapassam esses limites (cilindrada, potência ou velocidade) são classificados como motocicletas, motonetas ou triciclos e já têm as respectivas regras definidas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

 

O Brasil tem cerca de 600 mil ciclomotores registrados. São Paulo é o estado com mais veículos do tipo. 

Para ajudar a fiscalização, o Detran paulista fez uma lista de modelos homologados no Brasil. São 283 tipos de autopropelidos e 136 de ciclomotores.

 

No site do Detran (acesse aqui) é possível conferir as diferenças entre esses veículos, suas regras de circulação e a regularização dos equipamentos individuais de mobilidade elétrica.

No litoral paulista
Assim que foram anunciadas as novas regras nacionais, duas cidades do litoral paulista, Santos e Guarujá, locais onde o tráfego de ciclistas é intenso, decretaram leis municipais para regulamentar o uso de ciclomotores e autopropelidos. 

 

Santos proibiu a circulação de ciclomotores e restringiu a velocidade de bicicletas elétricas e autopropelidos nas ciclovias. No Guarujá, mesma coisa: desde 6 de janeiro os ciclomotores estão proibidos de trafegar em áreas de pedestres, ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, como também em vias de trânsito rápido, rodovias e estradas com velocidade superior a 50 km/h sob jurisdição municipal.

 

Leia também:

A partir de 2026, ciclomotores deverão trafegar pelas ruas
Novas regras para ciclomotores, patinetes e bikes a partir de julho
Ciclomotores nas ciclovias: pode ou não pode? - Mobilize Brasil

 

E que tal apoiar o Mobilize Brasil? 

 

 

 

Comentários

Nenhum comentário até o momento. Seja o primeiro!!!

Clique aqui e deixe seu comentário