Preocupada em conter a expansão urbana desordenada e a degradação ecológica, a pequena cidade de Loja, ao sul do Equador, firmou em 2017 uma parceria com a agência alemã de cooperação técnica internacional GIZ, e com pesquisadores da Universidade Técnica Particular de Loja.
A iniciativa surtiu efeito: "Em Loja, é quase impossível caminhar mais do que alguns quarteirões sem encontrar um parque, uma trilha à beira do rio ou uma encosta arborizada. Crianças andam de bicicleta ao longo da margem. Moradores mais velhos passeiam à sombra das copas das árvores. Funcionários públicos podam, plantam e limpam esses espaços todos os dias, cuidando de mais de 600 hectares de áreas verdes que se entrelaçam por essa pequena cidade dos Andes, na América do Sul", relatam Meghna Ray e Jen Shin, autores da reportagem publicada pelo WRI Brasil.

Corredores verdes: espaços seguros para circulação das pessoas Foto: WRI
Mas nem sempre foi assim. Por décadas a cidade conviveu com parques isolados entre si, espaços de caminhada desconectados e expostos a inundações, rios poluídos e degradados, encostas sujeitas a erosão e perda de biodiversidade, destaca a matéria.
O que transformou esse cenário foi o Sistema Verde Urbano, estratégia que criou uma estrutura de governança mais colaborativa e permitu a conexão, em uma rede unificada com três grandes corredores ecológicos, de parques, ravinas e corredores fluviais.
O resultado não tardou, e a cidade ganhou mais sombra e menos calor, maior absorção da água da chuva e espaços seguros para as pessoas circularem, com calçadas mais largas e passeios que levam a pontos de interesse cultural. Os moradores relatam ainda que as ciclovias já não ficam mais alagadas durante tempestades, como era comum acontecer, e isso permite que sejam utilizadas diariamente nos seus deslocamentos.
Para ler na íntegra a reportagem no WRI Brasil, clique aqui.
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