Para marcar o Dia Nacional do Ciclista, celebrado neste 19 de agosto, a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, Ciclocidade, divulgou um comunicado no qual analisa dados de sua nova contagem bienal de ciclistas, que desde 2023 vem sendo realizada e que conta com a parceria institucional da Prefeitura.
Nesta nova edição da contagem, o dado mais preocupante, e que deveria acender o sinal de alerta dos gestores na megametrópole paulista foi analisado no texto da Ciclocidade assim: "Em 2026, o número de ciclistas convencionais contados caiu 7,5% em relação a 2023. São 2.750 pessoas a menos nos mesmos 200 pontos, na mesma janela do ano, nos mesmos horários de pico".
Segundo a entidade, esse dado leva a pensar em falta de prioridade política, um fator que pode interferir diretamente no direito de circular pela cidade com segurança. Também nesse sentido está o dado mais direto apontado pelo levantamento, a infraestrutura: "dos 200 pontos monitorados desde 2023, apenas 7 ganharam estrutura cicloviária nova em três anos", revela a entidade.
Outro fenômeno que a pesquisa detectou foi que nas ciclofaixas e ciclovias paulistanas cresceu 10,25% o volume de bicicletas elétricas com motor adaptado, patinetes e autopropelidos. O número é dez vezes maior desde o computado na última contagem.
"A bicicleta que cresce em São Paulo é a bicicleta do trabalho precarizado; a bicicleta de quem só queria ir e voltar está desistindo", conclui o estudo.
Para ler o comunicado da Ciclocidade, clique aqui.
Para conferir a pesquisa "Monitoramento de Viagens em Bicicleta 2026", clique em Estudos.
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