Apps de transporte reduzem venda de carros nos EUA, diz estudo

Uber, Cabify, Lift... Estudo sobre aplicativos em Austin sugere que, ao aderir à alternativa, parcela dos motoristas deixa de lado o automóvel próprio e vendas caem

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Fonte: Notícias Automotivas (Reuters/Bloomberg)  |  Autor: Notícias Automotivas  |  Postado em: 11 de agosto de 2017

Pesquisa indica que aplicativos reduzem o uso do c

Pesquisa indica que aplicativos reduzem o uso do carro

créditos: Derek Gee/Buffalo News

Tenho aplicativo de transporte, logo não preciso de carro. Esse pode ser o pensamento de muita gente que utiliza apps como Uber, Cabify ou 99, por exemplo. Se para os usuários é uma boa alternativa ao táxi e ao transporte público, por outra impacta diretamente nas vendas de automóveis, de acordo com um estudo nos EUA.

Os departamentos de tecnologia Transportation Research Institute e Texas A&M Transportation Institute, respectivamente das Universidades de Michigan e Columbia, realizaram um estudo na cidade americana de Austin sobre o impacto de aplicativos de transporte sobre as vendas de automóveis.

O levantamento apontou que em áreas bem servidas por aplicativos de transporte, as vendas de automóveis tiveram ligeira queda. E não apenas isso, além de um volume menor de emplacamentos, a pesquisa indicou que as viagens com automóveis caíram substancialmente.

Pesquisa
Mas como se chegou a esse resultado? Os dois institutos aproveitaram uma proibição local que interrompeu os serviços de transporte por aplicativo na região. Assim, a pesquisa entrevistou 1.200 dos antigos usuários. O levantamento apontou que 41% dos entrevistados passaram a usar o próprio carro – até então deixado de lado – para cobrir o vácuo deixado por Uber e Lift, os apps que funcionavam em Austin. Para outros 9%, a saída foi adquirir um veículo para atender suas necessidades.

Locação em baixa
Apesar de a pesquisa ter sido feita apenas em Austin -  capital do Texas, com 950 mil habitantes -, o impacto de Uber e Lift no mercado americano não é isolado. 

A locação de automóveis, um negócio que surgiu nos EUA há 101 anos, está em decadência. As empresas Hertz e Avis, as maiores do setor no país, alteraram suas projeções de lucros. O problema é um conjunto de ações e influências externas que estão levando o setor para um caminho bem ruim.

Nas ações, as locadoras acabaram por adquirir um grande número de veículos, acima da demanda verificada, gerando assim um enorme prejuízo na revenda, pois o mercado de usados não comporta grandes volumes no momento. Além disso, clientes corporativos e particulares estão começando a trocar o aluguel de carros por aplicativos de transporte, que possuem serviços mais especializados no momento. 

A imagem do carro de aluguel passou a ser de um veículo antigo e pouco atraente. Isso porque muitos clientes acham dispendioso ir até um local designado para sair dirigindo e, em certos locais, enfrentar filas e preencher vários papéis para poder alugar um carro. Com o aplicativo de transporte, basta usar o smartphone e alguém chegará para pegá-lo. Assim, como visto, as locadoras americanas ainda insistem na velha filosofia, enquanto os apps estão na vanguarda.

Mas, ao contrário do que ocorre no Brasil, onde o mercado ainda é imaturo, nos EUA o maior temor das locadoras é o carro autônomo, quando este buscar também aqueles que não desejarão mais dirigir ou que não serão mais obrigados a tirar licenças para dirigir.

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