VLT do Subúrbio, em Salvador, será oferecido à iniciativa privada

Previsto para ser relançado este ano, o Veículo Leve sobre Trilhos está entre os projetos desenvolvidos na BA que serão desestatizados por meio de concessões ou PPPs

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Fonte: G1 BA/ Mobilize (edição)  |  Autor: Henrique Mendes e Gabriel Gonçalves  |  Postado em: 30 de janeiro de 2018

VLT de Salvador: projeto de 2015 sai das mãos do e

VLT de Salvador: projeto de 2015 sai das mãos do estado

créditos: Divulgação Casa Civil

Após uma série de suspensões desde o lançamento em 2015, o edital de construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Salvador, tem a previsão de ser relançado ainda no primeiro semestre deste ano. A partir da escolha da empresa, que será contratada por meio de Parceria Público-Privada (PPP), a estimativa é de que as obras durem 24 meses.

O projeto prevê a substituição dos trens que ligam o bairro de Paripe à Calçada, num percurso de 13,6 km. Com o novo modal de transporte, o sistema deve ser ampliado e se estender entre a Avenida São Luiz, em Paripe, e o bairro do Comércio. São 4,9 km a mais de trilhos, que, integrados aos existentes, farão o VLT percorrer um total de 18,5 km.

Diferentemente do atual sistema que liga o subúrbio à Calçada, o VLT é composto por trens mais leves e com um maior roteiro de paradas. Em entrevista à equipe do portal G1, o secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster, afirmou que o novo modal está integrado a um projeto de melhorias da mobilidade urbana em Salvador e na região metropolitana.

"Salvador estava se tornando a cidade campeã de retenções. Você levava horas para atravessar a região do Iguatemi, por exemplo. Se determinou, então, um programa de mobilidade, que não acabava no metrô. Um eixo também essencial na cidade é a Suburbana, que na hora de pico tem 18 mil passageiros por hora. Então, você tinha que colocar um transporte de alta capacidade e com conforto também na Suburbana", comentou a decisão de construir um VLT na região.

O investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão. A perspectiva é de beneficiar, diretamente, os mais de 600 mil moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A capacidade diária do modal é de transportar 100 mil usuários. "O objetivo é que você tenha uma redução brutal no tempo de deslocamento. Nos horários de pico, se espera que caia pela metade", afirmou o secretário.

Dauster também falou sobre a escolha do modelo de contrato. "Tem uma série de vantagens na PPP. Você transfere a responsabilidade de fazer o investimento para o setor privado. Depois, você dilui a longo prazo a remuneração deste investimento. Em geral, acaba tendo um custo menor do que seria com os juros bancários. Você também divide responsabilidade. O risco de demanda, por exemplo, é dividido pela empresa e pelo Estado".

Outros projetos
Ao menos seis projetos do governo do estado e da prefeitura de Salvador, com execuções iniciais previstas para 2018, preveem desestatizações por meio de contratos de concessão ou Parcerias Público-Privadas (PPPs). Ao todo, as ações devem movimentar ao menos R$ 3,9 bilhões. Além do VLT, no âmbito do governo do estado, há também a revitalização do Sistema Viário BA-052. No que diz respeito à prefeitura de Salvador, os projetos têm a ver com a implantação do Centro Cultural Gastronômico, modernização da Iluminação pública, criação da Hubb Salvador, como também a construção do Centro de Convenções.

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