Cidades europeias reduzem emissões para evitar catástrofes climáticas

Quer evitar enchentes, calor ou frio excessivo ? Reduza suas emissões de carbono. Ricky Ribeiro mostra os exemplos de Barcelona e Lisboa

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Fonte: Ricky Ribeiro/Boletim Mobilize  |  Autor: Ricky Ribeiro  |  Postado em: 10 de fevereiro de 2020

Monumento a Cristovão Colombo

Barcelona: monumento a Cristovão Colombo é a medida

créditos: Reprodução Greenpeace 2017

Na edição de hoje (10) do Boletim Mobilize,  Ricky Ribeiro lembra as ações adotadas por cidades do mundo para reduzir as emissões de carbono e minimizar os efeitos das mudanças climáticas. Na área de transportes, as medidas incluem mais restrições aos automóveis, estímulos aos transportes ativos (caminhada e bicicleta), mais transporte público e a gradativa eliminação de alguns voos e sua substituição por trens elétricos rápidos. Em Barcelona, que se declarou em Emergência Climática, até mesmo navios de cruzeiro terão restrições para aportar. 

 

Um dos ícones da cidade, o monumento em homenagem a Cristovão Colombo, com 60 metros de altura, foi alvo de um protesto do Greenpeace, em 2019. Agora, o próprio governo local adotou a figura de Colombo, com água na cintura, para sensibilizar as pessoas para a as mudanças. Em tempo: Barcelona vem perdendo vários metros de praia po conta da elevação do nível do mar. Leia (ou ouça) o texto que vai hoje ao ar pela Rádio Trânsito de São Paulo:

 


"Cada vez mais cidades apresentam ações para reduzir as emissões e combater o aquecimento global, e muitas dessas iniciativas são relacionadas à mobilidade urbana. Agora em janeiro, Barcelona anunciou um plano local de emergência climática com 103 medidas, que incluem mais restrições aos carros particulares, aumento da frota do transporte público elétrico, ampliação da rede cicloviária e da área exclusiva para pedestres, novos parques e os chamados "eixos verdes". Indo além, a cidade catalã pretende desativar a ponte aérea Madri-Barcelona e substituí-la por um trem elétrico de alta velocidade.

 

Outra cidade europeia que está caminhando no mesmo sentido é Lisboa. A capital portuguesa vai fechar sua área central aos carros a partir de junho. Nessa região, que abrange toda a zona da Baixa e Chiado, só poderão circular pedestres, ciclistas, transporte público e veículos locais. “O objetivo é reduzir a poluição, diminuir o congestionamento de trânsito e melhorar a qualidade de vida e a vivência no espaço público nessa que é zona mais emblemática de Lisboa”.

São dois bons exemplos para São Paulo, Rio, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras, que hoje já sentem duramente os efeitos do clima em transformação. Basta ver as chuvas incomparáveis que hoje castigam e paralisam a Região Metropolitana de São Paulo.

 

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