VLTs do Rio e Goiânia serão fabricados no Brasil

Fabricante inaugura planta especializada em Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) para atender ao mercado latino-americano

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Fonte: Mobilize Brasil  |  Autor: Marcos de Sousa / Mobilize  |  Postado em: 03 de março de 2015

VLT Citadis semelhante ao que circulará no Rio de

VLT semelhante ao que circulará no Rio: alimentação sem fio

créditos: Divulgação Alstom


Vinte e sete VLTs (bondes modernos) dos 32 que circularão na área do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, serão fabricados na nova unidade da Alstom, inaugurada hoje (3) em Taubaté-SP. A novidade foi anunciada por Michel Boccaccio, vice-presidente de Transporte para a América Latina durante a festa que marcou o início de atividades da nova planta. No mesmo encontro, Boccaccio lembrou que a empresa também foi escolhida para produzir os VLTs para Goiânia-GO.


Os primeiros carros devem ficar prontos no segundo semestre deste ano, mas a partir daí a fábrica entrará em operação total, podendo produzir dez composições por mês. A produção inicial será realizada com componentes importados, mas o projeto prevê a rápida nacionalização do processo. "O contrato de financiamento do BNDES estabelece que nós comecemos com 50% de conteúdo nacional, mas devemos chegar a até 80% à medida em que as empresas parceiras comecem a produzir as partes aqui na região", explicou o vice-presidente da Alstom.
 

VLT sem fios
Michel Boccacio lembrou que o VLT do Rio de Janeiro será um dos primeiros no mundo a funcionar sem os tradicionais cabos de alimentação. "Cada veículo terá uma unidade motriz dotada de um supercapacitor capaz de armazenar em 20 segundos a energia necessária para a circulação entre as paradas. O capacitor será carregado durante as paradas de embarque e desembarque e também nas descidas e nas frenagens, quando a energia cinética será transformada em energia elétrica e acumulada no capacitor", explicou o executivo.
 

Goiânia
O VLT modelo Citadis também foi escolhido para a operação do sistema que será construído e operado por 35 anos pela Odebrecht Transport. Serão 60 carros para as 30 composições que a Alstom terá de fornecer ao longo de dois anos, provavelmente a partir do final de 2015, explicou Boccaccio. O VLT de Goiânia terá 13,6 km de extensão, 12 estações, cinco terminais de integração e ligará os extremos oeste e leste da capital, substituindo o corredor de ônibus Anhanguera.


A fábrica

A nova unidade da Alstom está localizada no Vale do Paraíba, local estratégico entre Rio e São Paulo, e foi construída em tempo recorde (11 meses) para atender às crescentes demandas de transportes sobre trilhos no Brasil. A empresa investiu 50 milhões de reais e espera recuperar o capital em até cinco anos de atividades, explicou Bocaccio.



Vista aérea da nova unidade em Taubaté-SP
 

Para operá-la, a Alstom desenvolveu um programa de treinamento em parceria com o Senai, o que resultou no treinamento de 400 técnicos, dos quais 150 serão absorvidos na operação inicial. Alguns deles, após a seleção, passaram por estágios em fábricas da Alstom ne Polônia e na França.


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