Acessibilidade Sobre Rodas

14
janeiro
Publicado por Raquel Paoliello no dia 14 de janeiro de 2022

Olá pessoal,

Este primeiro post do ano vai discorrer sobre os percalços que as pessoas com deficiência enfrentam ao utilizar o serviço de transporte Atende, que é mantido pela Prefeitura de São Paulo. O sistema funciona relativamente bem, mas tem seus pontos fracos, que são vários e podem muitas vezes atrapalhar a vida dos usuários.  Tem problemas, assim como qualquer tipo de modal – metrô, ônibus ou trem – em que nós dependemos da acessibilidade dos mesmos para transitar pela cidade, pois não é todo ponto e nem  ônibus que é acessível. Mas isso fica para um outro post, que aliás ainda temos muito o que discutir. Em minha opinião, as Pessoas com Deficiência ou PCD´s têm direito de usufruir de todos os meios de transportes, tal como toda a população.

 

As deficiências do serviço Atende ficam mais evidentes em dias chuvosos, com muito trânsito, pois nunca sabemos se o motorista vai chegar com boa vontade ou não. Claro que isso não deveria acontecer, mas às vezes o funcionário demonstra claramente que está impaciente.

 

Vou dar como exemplo o que aconteceu comigo no final de outubro: eu estava usando normalmente o Atende na volta das férias para um compromisso. A minha ficha do Atende está cadastrada para que eu utilize o serviço sozinha, mas nesse compromisso eu precisava de uma acompanhante exatamente por conta da falta de acessibilidade do local de destino. Minha acompanhante já havia embarcado comigo anteriormente, por duas vezes,  sem problemas. Na ida, não houve problema e nós seguimos juntas no veículo. Mas na volta eu embarquei e ela não conseguiu. Além de tudo, o motorista foi muito grosseiro com ela.

Lembro também que em outras ocasiões o motorista decidiu ir embora porque me atrasei um minutinho por conta da chuva Eu sei, são regras. Mas acho que ali no meio existe também má vontade. E toda vez que acontece algo desse tipo eu comunico ao serviço Atende. E, o pior de tudo, houve um caso de tentativa de assédio: não tive dúvidas e pedi o afastamento do profissional.



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Raquel Arruda Raquel Arruda
29 anos, é recém-formada em jornalismo. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim. Muito pelo contrário; ando (na minha cadeira de rodas) sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog ela quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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