O misterioso sumiço das bolas (balizadores) na Asa Sul – Brasilia Para Pessoas
Brasilia Para Pessoas

15
março
Publicado por Brasília no dia 15 de março de 2018

Texto e Fotos: Uirá Lourenço

O que terá acontecido com os balizadores da Asa Sul (via W5), em frente a um dos acessos do Parque da Cidade? Ao passar pelo local, percebi que os seis balizadores sumiram…

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Em fevereiro os balizadores estavam lá. Em março, haviam sumido

 

Seria uma intervenção para, em breve, a calçada ser convertida em estacionamento? Ou alguém surrupiou as enormes bolas de concreto?

 

Após divulgar as fotos em rede social, uma servidora da Secretaria de Gestão do Território e Habitação do Distrito Federal (Segeth) informou que os autores do projeto entenderem não serem necessários balizadores nas travessias, pois acabavam atrapalhando os pedestres e ciclistas. Então, solicitaram o remanejamento das esferas.

 

No início da W3 Sul foram instalados balizadores em muitos pontos no ano passado, que ajudam a conter a farra do estacionamento irregular sobre calçadas e canteiros.

 

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Balizadores instalados no início da Asa Sul

 

Com a retirada das esferas há risco de as calçadas se tornarem estacionamento, como ocorre em vários pontos da Asa Sul, a exemplo do Setor de Rádio e TV. Nota-se que, além das calçadas, canteiros e pontos de ônibus são invadidos pelos maustoristas na região.

 

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Calçadas, canteiros e pontos de ônibus invadidos no início da Asa Sul: farra motorizada

 

Considerando o desrespeito observado diariamente, seria melhor que, em vez de retirados, fossem instalados ainda mais balizadores. Numa cidade dominada por carros, as bolas garantem caminhos livres a pedestres e ciclistas.

 

Talvez seja o caso de instalar balizadores menores ou avaliar previamente os locais e ajustar a distância entre balizadores. Assim, evita-se a farra automotiva sem comprometer o conforto dos que caminham e pedalam.



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Irene Ana Paula Borba
Arquiteta e Urbanista. Mestre e Doutora em Transportes (UnB e UL - Lisboa). Professora do UniCEUB (Centro Universitário de Brasília). Pesquisadora Colaboradora do Instituto Superior Técnico (IST - Lisboa). Pesquisadora Responsável pelo Grupo de Pesquisa PES Urbanos (Pesquisa em Espaços Sociais Urbanos) vinculado ao CNPq. A paixão por andar a pé existe desde sempre, mas se ampliou na academia (após a leitura de muitos teóricos como Jane Jacobs e Jan Gehl - seus maiores inspiradores) e após a finalização da tese de doutorado (em que estudou em profundidade o pedestre), decidiu aliar a teoria à prática. Tornou-se, coorganizadora do Jane's Walk em Brasília e colaboradora do Mobilize. E hoje é conhecida como Paulinha Pedestre.

Irene Uirá Lourenço
Servidor público e ambientalista. Usa bicicleta no dia a dia há 15 anos e, por opção, não tem carro. A família toda pedala, caminha e usa transporte coletivo. Tem como paixão e hobby a análise da mobilidade urbana, com foco nos modos saudáveis e coletivos de transporte. Com duas câmeras e o olhar sempre atento, registra a mobilidade em Brasília e nas cidades por onde passa. O acervo de imagens (fotos e vídeos), os artigos e estudos produzidos são divulgados e compartilhados com gestores públicos e técnicos, na busca de escapar do modelo rodoviarista atrasado e consolidar o modelo humano e saudável de cidade. Atualmente é voluntário do Bike Anjo, colaborador do Mobilize e coorganizador do Jane’s Walk em Brasília.
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