A caminhabilidade: medida urbana sustentável

Este estudo trata do "caminhar" diário como ferramenta que permite aferir a qualidade dos locais e percursos por onde passamos e sua respectiva caminhabilidade

Espaço compartilhado (Shared space) em Ferrara, na

Espaço compartilhado (Shared space) em Ferrara, na Itália

créditos: Roberto Ghidini/ Sociedad Peatonal

Autor: Roberto Ghidini*

Assunto: Estudos e Pesquisas

Abrangência: Internacional

Ano: 2010

 

Este artigo analisa a “caminhabilidade” como um indicador eficiente para medir a qualidade de vida no meio urbano, e uma ferramenta de gestão para o desenvolvimento sustentável.

 

Entre os conceitos de mobilidade sustentável analisados, o “caminhar” diário permite aferir a qualidade dos locais e percursos por onde passamos com sua respectiva caminhabilidade.

 

O caminho , a ser garantido a crianças, idosos, pessoas com dificuldade de locomoção e a todos, deve oferecer ao pedestre boa acessibilidade a diferentes partes da cidade e induzir a que mais pessoas adotem esta atitude como modo de locomoção. 

 

A caminhabilidade (walkability), vista como qualidade do lugar, pode ser mensurada, e alguns métodos são descritos neste trabalho. 

 

Cabe aos caminhos também ser fator de restabelecimento de relações interdependentes com ruas e bairros. Portanto, recursos devem ser alocados na reestruturação da infraestrutura física (passeios adequados e atrativos ao pedestre) e social, fundamentais à vida humana e à ecologia das comunidades.

 

A degradação dos espaços públicos, em muitos casos causados pelo uso excessivo do carro, prejudica sobretudo a rua, elemento básico das cidades. Para recuperar a condição e a escala humana é necessário e urgente para a humanização das cidades, de seus bairros, praças e, sobretudo, de suas ruas. E a caminhabilidade é o elemento central que pode promover a equidade e restabelecer ao ser humano seu compasso ou seu “timing”. Conclusão: medir, monitorar e acompanhar como está evoluindo este importante indicador pode representar muito na melhoria futura da sustentabilidade de nossas cidades. 

 

*Roberto Ghidini tem artigos publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior. É engenheiro civil (UFPR-1982), com pós-graduação: DEA em Urbanística y Ordenación del Territorio  (DUyOT/ETSAM/UPM – 2007). Trabalhou no DER-PR (1982-1990), foi consultor sobre transportes para Ferroeste (1989-1990), Sanepar (1991-1992), Comec (2003-2004), UPM (2006-2010), onde é co-fundador de NeReAs y CEDEX (2008). É membro da Sociedad Peatonal.

 

 

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Estudo que analisa o "caminhar" diário como ferramenta que permite aferir a qualidade dos locais e percursos por onde passamos e sua respectiva caminhabilidade ("walkability")

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