Niterói, com o pior trânsito, planeja a mobilidade

A cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, foi eleita a pior num ranking das cidades mais congestionadas do país. Mas obras de mobilidade estão em andamento

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Fonte: Mobilize Brasil  |  Autor: Guilherme Pffefer  |  Postado em: 11 de abril de 2018

Um dos melhores IDHs do país, Niterói sofre com o

Trânsito na alameda São Boa Ventura, em Niterói (RJ)

créditos: Reclame Aqui

 

A 99, empresa brasileira de mobilidade urbana por aplicativo de celular, divulgou recentemente seu ranking que avalia a situação do trânsito nas 30 cidades do país mais relevantes para os negócios da startup brasileira.

 

A cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foi eleita a pior nesse ranking das cidades mais congestionadas. O período de estudo se deu entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2017. Como base de dados para a pesquisa foram contabilizadas todas as corridas realizadas pelo 99 táxi e 99 Pop. Segundo o levantamento, as viagens no horário de pico levam quase 80% a mais de tempo do que as realizadas em situação fora dos horários de pico.

 

O Índice 99 de Tempo de Viagem (ITV 99) funciona através do monitoramento do tempo de deslocamento dos carros no horário de pico, entre 7h e 10h, e entre 17h e 20h, e faz a média de atraso dos deslocamentos. O top 10 do ranking é apresentado na tabela abaixo.

 

Colocação                Cidade              Índice 

1                             Niterói                    1,78

2                             Recife                     1,77

3                             Porto Alegre            1,74

4                             Goiânia                   1,72

5                             Salvador                 1,71

6                             Belém                     1,70

7                             São Paulo                1,69

8                             Rio de Janeiro          1,69

9                             São Luis                  1,68

10                           Barueri                    1,68

 

Niterói possui um dos melhores IDHs do país e uma renda per capta elevada; contudo a cidade continua sofrendo para melhorar seu trânsito. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a frota de carros em 2017 atingiu 290 mil carros. Esse crescimento constante da frota de veículos está diretamente ligado com a piora do trânsito da cidade.

 

Obras de mobilidade à vista

Mesmo com esse panorama negativo, os niteroienses podem ter um pouco de esperança. A Transoceânica, projeto de faixa segregada para a cidade de Niterói do tipo BHLS (Bus with High Level of Service), recebeu boas noticias. A linha com 9,3 km de extensão, que liga o bairro de Itaipu a ao bairro de Charitas, pode ganhar mais relevância com outro novo projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj).

 

Trata-se do projeto de lei 1.560/16, de autoria do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que visa à criação de uma tarifa social para a linha de barcas Charitas-Praça XV, indo dos atuais R$16,10 para R$ 6,10. O ponto final da Transoceânica fica em frente à estação de barcas, por isso essa mudança tornará a linha acessível a uma parcela maior da população de Niterói. E ainda permitirá reduzir a movimentação de pessoas para a linha Praça Arariboia-Praça XV, no centro da cidade. O projeto de lei agora aguarda o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) sancionar o texto.

 

Outra expectativa para os cidadãos da cidade de Niterói é o investimento anunciado pela Prefeitura de R$ 30 milhões para a criação de 50 km de ciclovias na Região Oceânica da cidade. Outros investimentos também estão previstos para construção de ciclovias em outros bairros da cidade.

 

Segundo a proposta, a ciclovia da Transoceânica irá contar com 100 bicicletários abertos (paraciclos) e seis fechados, seguindo o modelo do Bicicletário da Praça Arariboia. Esse projeto mais que duplicará os 30 km existentes de malha cicloviária na cidade e poderá reduzir o número de veículos na rua, melhorando o trânsito da cidade.

 

*Guilherme Pfeffer, 25 anos, é estudante de Engenharia Civil e idealizador do blog City After Mobility, projeto que busca criar mais tempo com a família e amigos através da redução do tempo em que passamos no trânsito. Guilherme vive em Niteroi (RJ) e busca trazer soluções inovadoras para os problemas de mobilidade urbana. Veja mais em www.guilhermepfeffer.com

 

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