Troca de monotrilho por BRT é criticada em São Caetano (SP)

Especialista vê como atraso a proposta de corredor de ônibus em lugar do monotrilho que ligará o metrô de São Paulo ao Grande ABC

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Fonte: Diário do Grande ABC  |  Autor: Daniel Macário/Diário do Grande ABC  |  Postado em: 08 de maio de 2019

Composição do monotrilho Linha 17 do metrô de São

Composição do monotrilho Linha 17 do metrô de São Paulo

créditos: Foto: Metrô SP

A possível mudança de modal a ser utilizado na construção da Linha 18-Bronze, na Região Metropolitana de São Paulo pode representar “enorme retrocesso” para o desenvolvimento da mobilidade urbana do Grande ABC. Essa é a avaliação do coordenador do Centro Regional para a Cooperação em Ensino Superior na América Latina e Caribe (Creces), Daniel Vaz. A afirmação foi feita ontem (7),  na abertura do 5º Encontro Ibero-Americano de Mobilidade Urbana Sustentável, em São Caetano.

 

Segundo o especialista, além de não atender o desejo da população pela continuidade do projeto original do sistema, que prevê ligação entre municípios da região à Capital por meio do monotrilho, a troca do modelo acarretaria ainda na escolha de modal cuja tecnologia já tem sido abandonada em outros países. “A solução apresentada como BRT não vai funcionar. O BRT já é atrasado tecnologicamente. Então, se ele for o modal escolhido, nós vamos adotar solução que daqui a pouco já não será usada em outros locais”, afirma o especialista ao citar como exemplo o uso do combustível fóssil nos ônibus do BRT, algo que tem sido descartável no sistema de transporte público visando a adoção de medidas sustentáveis.

 

O representante do Creces cita ainda outros impactos negativos do BRT, como a menor capacidade de transporte e maior passivo energético na comparação com o monotrilho. Os modais são estudados como opções pelo governo estadual para retomada da construção da Linha 18. A previsão é a de que a escolha seja anunciada no próximo mês. “Diferentemente do monotrilho, no BRT você não vai conseguir controlar horário de chegada e saída, além de ser modal menos rápido do que o metrô”, afirma o especialista.

 

Sediado pela primeira vez no Brasil depois de passar por Barcelona e Bogotá, o 5º Encontro Ibero-Americano de Mobilidade Urbana Sustentável promete apresentar ao longo dos próximos dias novas perspectivas sobre a Linha 18 e demais assuntos relacionados ao setor de transportes, por meio de palestras ministradas por representantes de dez países da América do Sul e Europa.

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