Mortes de ciclistas aumentam 64% na cidade de São Paulo em 2019

Outro dado do Infosiga mostra no entanto que o estado de SP, e a capital, apresentaram o menor número de mortes no trânsito (envolvendo todos os veículos) desde 2015

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Fonte: G1  |  Autor: G1  |  Postado em: 21 de janeiro de 2020

Ghost bike sobre o viaduto, em São José dos Campos

Ghost bike sobre o viaduto, em São José dos Campos (SP)

créditos: Ghost Bikes - Vidas Invisíveis

O número de mortes de ciclistas aumentou 64% no trânsito da cidade de São Paulo em 2019, de acordo com dados do Infosiga, que traz informações mensais sobre ocorrências fatais de trânsito, divulgados nesta segunda-feira (20) pelo governo do estado.

 

Em 2018, a capital registrou 22 mortes de ciclistas no trânsito; em 2019, o número saltou para 36, um aumento de 64%.

 

No último ano, entre os 36 acidentes com mortes de ciclistas, nove ocorreram aos sábados, e onze se concentraram na faixa etária de 40 a 49 anos. Em dez casos havia um automóvel envolvido, 55,56% destes acidentes ocorreram em vias urbanas, e 94,44% das vítimas eram homens.

 

Para a Câmara Temática da Bicicleta (CTB), criada pela Prefeitura de São Paulo para contribuir com a construção de políticas cicloviárias, algumas ações emergenciais poderiam reduzir esses números. Por exemplo, sinalização adequada em locais em obras, treinamento para motoristas de ônibus, intensificação de campanhas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e redução da velocidade dos veículos em vias arteriais.

 

Evidentemente, a melhoria da infraestrutura cicloviária precisa ser considerada também. Em dezembro de 2018, a Prefeitura anunciou que implantará 173 km de novas ciclovias e realizará 310 km de reformas e melhorias em trechos já existentes até dezembro de 2020. A promessa é de que 73% da malha esteja interligada ao transporte público.

 

Queda nos acidentes em geral

No que se refere ao número de mortes no trânsito (envolvendo todos os veículos) o estado de São Paulo e a capital paulista, no entanto, apresentaram o menor número desde 2015.

 

O engenheiro especialista em transportes Sérgio Ejzenberg diz que a diminuição nos acidentes é muito importante, mas o número de mortes ainda é alto e há muito o que fazer. No estado, foram registradas 5.433 mortes somente em 2019. Já na capital paulista foram registrados 874 óbitos.

 

Perfil das vítimas

Os pedestres são as maiores vítimas do trânsito paulistano. No ano passado foram 381 mortes por atropelamento na capital; entre ocupantes de moto foram 311 mortes; e para 106 motoristas ou passageiros de automóveis, os acidentes também foram fatais.

 

Somente na Avenida Yervant Kissajikian, na zona sul da cidade, foram 18 atropelamentos no ano passado e 4 deles terminaram em mortes.

 

Já no estado de São Paulo morre mais gente de moto do que a pé. Em 2019 foram 1.911 motociclistas mortos e 1.397 pedestres. Na terceira posição estão os ocupantes de carros.

 

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