Cuiabá: Duplicação só em 2012

Primeiros 3,5 Km da pista, os mais populosos da rodovia, terão de ser novamente projetados e outra empresa, aprovada

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 |  Autor: Diário de Cuiabá  |  Postado em: 24 de agosto de 2011

MT-251

MT-251

créditos: picasaweb.google.com

As obras para duplicação dos primeiros 3,5 quilômetros da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, só devem ocorrer em 2012, após a readequação do projeto e a abertura de um novo processo licitatório para o local. O trecho compreende a área mais povoada das margens da rodovia, entre o trevo da Guia e a Fundação Bradesco.


A informação é da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana de Mato Grosso (Setpu), que avisa que a empresa vencedora do primeiro certame para execução da duplicação, Cavalca Engenharia, terá o contrato reincidido para o trecho citado.


Tida como a primeira obra da Copa do Mundo de 2014 iniciada em Cuiabá, ainda no governo anterior, a duplicação da rodovia virou uma grande dor de cabeça para moradores da região e motoristas que usam a via a partir do trevo onde ela começa, justamente onde mais pessoas vivem à margem.


Como o comerciante Júlio Gomes Vieira, 49. Ele lembrou que a obra já foi inaugurada duas vezes. “Participei das duas inaugurações e até agora não mudou nada, aliás mudou para pior”, comparou. “Falaram que esse trecho seria o primeiro, desistiram e foram fazer a obra lá no posto policial e nós ficamos mais uma vez para depois”, reclamou.


O pedreiro José Francisco dos Santos, 52, que trabalha na construção de condomínios no entorno da MT-251, passa inúmeras vezes pela rodovia e acredita que os ciclistas são as maiores vítimas. “São muitos veículos passando pelo local e não há uma ciclovia para essas pessoas. E os moradores dos bairros próximos à rodovia não têm dinheiro para comprar um carro, as bicicletas são o meio de transporte da maioria deles”, considerou.


O empresário Claudenir Rodrigues, 39, passava de carro pela Emanuel Pinheiro e parou em uma auto-elétrica, reclamou da falta de sinalização da rodovia. “Cheguei do Paraná há uma semana, mas já deu para perceber que a falta de placas complica a vida do motorista”.


O borracheiro Vitor Henrique dos Santos, 53, que trabalha há 12 anos no início da MT-250, conta que já perdeu a conta do número de acidentes que viu acontecer no local. Disse que depois que o Atacadão chegou à região houve várias modificações, mas julga que enquanto não houver a duplicação da via os problemas dificilmente serão resolvidos.


“Acabaram de colocar um semáforo para pedestres aí, mas até agora não foi ligado”, disse apontando para o equipamento. “Quando colocaram esses blocos de concreto até que os motoristas reduziram a velocidade, mas só até se acostumarem com eles”, considerou. “Essa medida piorou para quem anda a pé pela rodovia, os pedestres ficaram sem lugar, pois não tem acostamento e a impressão que dá é que o espaço da estrada reduziu”, analisou.


Essas várias interferências urbanas apontadas pelo borracheiro são fatores responsáveis pela necessidade de readequação do projeto original da obra de duplicação da rodovia no primeiro trecho da MT-251 (até o posto policial). De acordo com a Setpu, se a obra de duplicação fosse realizada como foi aprovada, quando fosse finalizada, já estaria obsoleta. Pelo projeto anterior, o primeiro trecho da rodovia era também para ter sido o primeiro a ser duplicado. Porém, problemas na elaboração impediram a continuidade.


A Secretaria informou ainda que as interferências urbanas, como os segregadores de concreto e o semáforo para pedestres, estão sendo feitas pelo próprio supermercado, com orientação da Setpu, mas destaca que se trata de medidas paliativas.

 


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