Acessibilidade Sobre Rodas

28
janeiro
Publicado por Raquel Paoliello no dia 28 de janeiro de 2021

Pessoas com deficiência podem ter dificuldade em ir aos locais de vacina. Foto: Divulgação/Governo do PR

 

Olá pessoal,

Após quase um ano, mais precisamente 11 meses da primeira infecção pelo coronavírus, a pergunta que não quer calar é: Como está a mobilidade, em especial para as pessoas com deficiência?

No geral, o que observo na cidade de São Paulo, ao menos nas zonas sul e sudeste da capital, próximas de onde moro, é que os ônibus, fora do horário de pico, estão saindo vazios… Também vejo que a população não vem respeitando o distanciamento, e isso gera aglomerações por exemplo nas estações de metrô, principalmente entre os mais jovens, que são os que circulam mais neste momento. Vejo tudo isso em meio a este assustador novo aumento dos casos da doença.

Ainda sobre a mobilidade urbana, observo a quantidade de bicicletas que, junto a outros modais, aumentou bastante. As pessoas optam por utilizar mais a bike, agora como meio de transporte e não exclusivamente como exercício durante os fins de semana. Com menos gente nas ruas, dá até para sentir uma melhora na poluição do ar.

Mas, embora a bicicleta seja um meio utilizado por muitos na quarentena, o que percebo no entanto é que a população nitidamente tem preferido usar mais o carro do que a bike.

Vacina e prioridades
Agora, para concluir, vamos falar de como estão as pessoas com paralisia cerebral (PCs) nesta pandemia, o meu caso.

A questão é: a vacina está começando a chegar ao nosso país, mas as PCs por enquanto não estão incluídas em nenhuma fase do programa de imunização!

Bem, desde o dia 27 de janeiro houve sim um aumento dos grupos prioritários na lista dos que devem ser vacinados neste primeiro momento. Mas isso se dá apenas nos casos de deficientes com problemas mentais.

E mais uma questão: me pergunto por que, embora as vacinas CoronaVac e Oxford estejam chegando, ninguém está pensando em como o cidadão com menor acessibilidade vai se deslocar para tomar vacina. Digo os que não têm quem os leve, ou não contam com um posto de saúde perto de sua casa. Ou, pior ainda: há casos em que os profissionais da saúde vão demorar para localizar suas moradias, simplesmente porque o acesso até lá é horrível. E não dá para esquecer que essa é muitas vezes a realidade no Brasil.

Então, nós, que somos parte das pessoas com deficiência ou dos mais vulneráveis teremos que lutar para sermos ouvidos. Talvez um abaixo-assinado, o que acham? Se vocês, leitores, tiverem mais ideias, podem comentar aqui, no final do post. Um abraço e até a próxima!



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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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