Acessibilidade Sobre Rodas

18
março
Publicado por Raquel Paoliello no dia 18 de março de 2019

Olá,

Em tempo: neste mês de março, o Acessibilidade Sobre Rodas faz uma retrospectiva para abordar o tema Carnaval. Em 2019 foram muitos os blocos espalhados por Sampa. Nessa época, a cidade se revigora e recebe muitos turistas, inclusive cadeirantes. Mas, se para um morador que não possui deficiência ou mobilidade reduzida, as condições de mobilidade pelas ruas já fica ruim, para um cadeirante é mil vezes pior: praticamente todas as ruas da cidade ficam interditadas e nenhum meio de transporte passa.

Porém, a maior dificuldade nessa época de folia é não conseguir ter acesso ao transporte, aos equipamentos públicos, porque as ruas estão abarrotadas de gente e não há respeito. É muito difícil à pessoa com deficiência se sobressair no meio da multidão. Algumas estações de metrô fecham, e não tem como andar de bike, por exemplo. Mas não existe só o lado ruim, claro: este ano eu fui em um ensaio de bloco, em local fechado, e me diverti muito.

Tive várias experiências bem legais, uma delas foi no ensaio de um bloco que participei em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. O evento aconteceu em local fechado e pequeno, estava relativamente cheio, porém fui com uma colega e conseguimos pegar um bom lugar; como era somente o ensaio do bloco, não tinha trio elétrico e acredito que por isso houve mais respeito e eu aproveitei melhor. Fui também em uma festa de Carnaval no Sesc Vila Mariana; a festa estava bem cheia, mas em um ambiente mais familiar, e curti muito. Um ponto de destaque era o palco, que era acessível e tinha rampa.

Entrevistei uma jovem, a Vitória Saraiva, de 19 anos, que participou dos blocos de rua da cidade. Para ela, as dificuldades foram no acesso: “Em vários blocos, o acesso era complicado, pois estava muito cheio e eu sempre tinha que pedir licença, mas não era respeitada”, reclama a garota. Mas também ela diz que se divertiu bastante e que pretende retornar sempre que puder.

A mensagem que fica é: Respeito precisa imperar na sociedade, para a população toda, e principalmente para quem dele mais precisa!!!

Raquel no Carnaval do SESC Vila Mariana



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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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