Acessibilidade Sobre Rodas

18
junho
Publicado por Raquel Paoliello no dia 18 de junho de 2020

Imagem simulada de infravermelho em foto de ônibus lotado no Rio de Janeiro em maio de 2020

 

Bom dia,

Alguns países da Europa, como a Alemanha, França, Itália e Suíça estão afrouxando o isolamento social e consequentemente também o acesso à mobilidade. Os ônibus e metrôs nessas cidades, estão voltando a funcionar gradativamente, mas logicamente respeitando as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

” Bruxelas iniciou a primeira fase de suas medidas pós-confinamento em 4 de maio, rapidamente expandindo sua rede ciclística em cerca de 40 quilômetros. A autoridade regional Bruxelles Mobilité apelou aos cidadãos para que deem preferência a bicicletas para viagens breves e “evitem congestionar o transporte público”(1). Conselho sensato… Assim como Bruxelas, outras cidades estão reformulando seu transporte público mundo afora. Mas, em contraste com a Europa e o mundo todo, o Brasil está muito atrasado e parece ir em sentido contrário.


No país, os números de contágio continuam a subir.
E todas as regiões e estados estão em péssimas condições de atendimento. Nesta semana – hoje é 15 de junho de 2020, o Rio de Janeiro estava em segundo lugar no total de casos, com 79.572, somente atrás de São Paulo, que já alcançava a cifra de 180 mil pessoas contaminadas.

Em função da crise e do isolamento social, as cidades tiveram uma redução na procura pelo transporte público, o que levou as autoridades a diminuir o número de ônibus e trens em circulação.

Uma decisão equivocada, principalmente se considerarmos que uma parcela importante da população atua em setores que não foram paralisados e nem permitiam o trabalho remoto. Não por acaso, se trata da parcela mais pobre e desassistida, que mora em bairros mais distantes dos locais de trabalho. E, portanto, passa mais tempo dentro do transporte público.


Na prática, essa redução fez com que a mobilidade urbana nas principais cidades esteja agora como estava antes da pandemia. E talvez até pior.
Ônibus, trens e metrô estão superlotados, com filas, aglomerações em plataformas e nos veículos, impedindo o distanciamento necessário e recomendado pelas autoridades de saúde. Assim, o transporte público se tornou um fator importante para facilitar a contaminação pelo coronavírus.

Neste momento de crise, os sistemas de mobilidade urbana deveriam priorizar os profissionais que estão na linha de frente no combate à doença, além dos trabalhadores em serviços essenciais e pessoas que precisam necessariamente sair de casa, por exemplo para tratamentos médicos. Os demais deveriam ficar em casa e cumprir a quarentena.


Mas,…o que esperar de uma população onde até mesmo as autoridades tem posições confusas, contraditórias e até mesmo negacionistas em relação à pandemia?

 

  1. Fonte:  https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2020/05/18/como-a-pandemia-esta-transformando-a-mobilidade-urbana.html, por: Martin Kuebler, acesso em 17/06/20.

 



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Raquel Arruda Raquel Arruda
de 23 anos, é cadeirante. Embora sofra de paralisia cerebral congênita, a moça vai logo declarando: "A deficiência nunca foi uma barreira para mim, muito pelo contrário; ando sempre com um sorriso no rosto e uma imensa vontade de viver". Raquel, que é apaixonada por literatura, escrita e música entre outros assuntos, neste blog quer mesmo é privilegiar a discussão sobre a inclusão e a luta pela acessibilidade e contra o preconceito.

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