Bicicleta com laboratório móvel, no Desafio Intermodal de Curitiba

Desafio no Paraná será hoje (29) no período do rush da tarde, e nesta edição servirá para testar tecnologia de monitoramento inédita, desenvolvida por alunos da UFPR

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Fonte: Portal UFPR/ Bem Paraná  |  Autor: Mobilize Brasil (edição)  |  Postado em: 29 de setembro de 2017

Desafio intermodal de Curitiba é nesta sexta (29)

Desafio intermodal de Curitiba é nesta sexta (29)

créditos: César Brustolin/ SMCS

No fim da tarde desta sexta-feira (29) acontece o 11º Desafio Intermodal de Curitiba, reunindo diversos modais de transporte para avaliar a forma mais eficiente de locomoção pela cidade. A ação, que será entre 18 e 19 horas, é organizada pelo Programa Ciclovida da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da Prefeitura de Curitiba, Institutos Lactec, Detran-PR, Copel, UTFPR, Cicloiguaçu e Federação Paranaense de Ciclismo, Grupo de Estudos em Transporte e projeto Ciência para Todos (UFPR), entre outros parceiros.

Vários modos de transporte participam desta comparação de desempenho, entre elas carro, ônibus, moto e bicicleta, com saída do Centro Politécnico da UFPR e término na Praça Santos Andrade. O caminho escolhido fica a critério dos desafiantes, mas todos devem passar por um ponto intermediário, no Escritório Verde da UTFPR, antes de prosseguirem até o final do percurso.

Laboratório na bicicleta
O B1K3 Lab é a grande novidade deste desafio. Trata-se de um  protótipo de laboratório móvel sobre rodas inédito, para monitoramento dos parâmetros ambientais e do comportamento do trânsito, e com particular interesse no ciclista. 

Desenvolvido por alunos do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná, integrantes do projeto de extensão Ciência Para Todos, o B1K3 Lab é equipado com um conjunto de sensores capazes de coletar e processar diversos dados sobre os locais onde o ciclista circulará.  

B1K3 Lab, instalado na bicicleta, tem sensores capazes de coletar dados dos locais por onde passa o ciclista. Foto: Divulgação 

Neste Desafio, o equipamento será instalado na bicicleta de um estudante da UFPR e deve fornecer informações em diferentes pontos da cidade, enquanto outros alunos participantes serão monitorados por meio de aplicativo – o ForTrack – personalizado para o evento e também desenvolvido pelos alunos.

“Teremos uma TV na praça Santos Andrade mostrando em tempo real a posição de cada participante. Um banco de dados será gerado para certificar o tempo e a rota de cada indivíduo e analisar as diferenças entre os modais utilizados”, afirma o coordenador do projeto, professor André Mariano.

A base de dados deve subsidiar pesquisas relacionadas aos efeitos dos índices na saúde do usuário e da população local, além de permitir traçar rotas mais seguras ou com menor nível de poluição. A ideia é que os dados ainda sejam utilizados para o planejamento urbano.

O protótipo foi construído com sensores de baixo custo e é capaz de registrar dados como temperatura, umidade e distância de ultrapassagem de veículos. O coordenador também explica que será possível criar mapas interativos que indiquem os locais mais seguros para pedalar na cidade em função do horário e do dia da semana.

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