Maior cidade do Equador, Guayaquil discute plano cicloviário

Governo local estuda implantar uma rede integrada de ciclovias por toda a cidade, baseada em estudo já realizado com recursos do BID

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Fonte: Expreso  |  Autor: Estefanía Ortiz/ Mobilize (tradução)  |  Postado em: 01 de novembro de 2019

Turistas pedalam pelo centro de Guayaquil, no Equa

Turistas pedalam pelo centro de Guayaquil, no Equador

créditos: Arquivo Expreso

A capital do Equador, Guayaquil, estuda a implantação de uma rede cicloviária que deve abranger todas as regiões dessa cidade que é a maior do país. 

 

Segundo a imprensa local, para tanto já há um estudo de rotas cicloviárias concluído no ano passado por uma empresa de consultoria, contratada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e pela Autoridad de Tránsito Municipal (ATM), responsável do governo pelo projeto.

 

O projeto ainda não está disponível, informou a ATM, mas já se sabe por exemplo que vai incluir por exemplo uma rota de bicicleta no centro de Guayaquil, descartada pela administração municipal anterior por considerar a “falta de espaço” nessa área da cidade.  

 

O estudo detectou problemas a serem equacionados pelo projeto, como a falta de uma lei que permita planejar, regulamentar, fazer a gestão, incentivar e assegurar o uso da bicicleta na cidade. Outra recomendação do relatório é haver participação cidadã nos processos decisórios do plano, e uma infraestrutura que dê segurança aos ciclistas nas ruas. Por fim, o texto aponta a necessidade da existência de um departamento municipal voltado à mobilidade sustentável.

 

Ciclovias

Na proposta, cinco corredores exclusivos para bicicleta foram recomendados, nas direções: leste-oeste (centro-bairros); norte; sul; cicloanel norte-sul (sem passar pelo centro) e intermunicipais (ciclovias conectando Guayaquil a Daule e Samborondón, e uma via pela costa).

 

Proposta cicloviária baseada em estudo de consultoria financiado pelo BID. Imagem: Reprodução

 

O relatório do BID considerou que a cidade já conta com algumas ciclovias, embora poucas, mas que precisam ser melhoradas. Onde não há vias para bicicletas, o plano indica a sua construção, de modo a se ter todas as conexões por bairros, com terminais de transporte, parques e outros pontos de interesse.

 

Não foi descartado pela ATM, embora ainda não se tenha confirmação, se haverá um novo estudo complementar antes da gestão municipal lançar o plano.  

 

Repercussão

Mesmo com alguma incerteza, especialistas em transporte, dirigentes públicos e ativistas da bicicleta já se manifestaram a favor da construção dessa rede de ciclovias e de uma regulamentação voltada à bicicleta, destacando que todas essas medidas serão altamente benéficas para a cidade. 

 

Também um levantamento foi feito para investigar a percepção da população sobre o projeto de ciclovias em Guayaquil: 69% dos entrevistados afirmaram que usariam a bicicleta em seus deslocamentos diários; 23% usariam às vezes; 7% não souberam dizer; e apenas 2% disseram que não usariam, mesmo havendo uma via exclusiva para bicicleta.

 

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