Projeto do VLT em Brasília é alterado para atender tombamento

Veículo Leve sobre Trilhos será alimentado pelo solo e não mais por fiação aérea (catenárias). Obra prevista para 2023/2024 custará R$ 2,5 bilhões, diz secretário

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Fonte: Agência Brasília  |  Autor: Mobilize/ Agência Brasília  |  Postado em: 21 de novembro de 2022

Modelo do futuro VLT de Brasília exposto em 2013

Modelo do futuro VLT de Brasília exposto em 2013

créditos: Divulgação/Alstom 2013


A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Plano Piloto, em Brasília, e a construção de seis novas rodoviárias estão no radar do governo do Distrito Federal (GDF). A afirmação foi feita pelo secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, durante reunião da comissão de transição do governo realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil.

 

No caso do VLT, o projeto precisou ser reestruturado para atender às normas de tombamento do Plano Piloto. Antes, a opção seria por fiação aérea (catenárias), característica que agora foi ajustada para Alimentação Pelo Solo (APS), sistema similar ao utilizado no Rio de Janeiro. “Até o fim do mês, a empresa responsável pelo projeto o entrega, para então levarmos ao Tribunal de Contas; assim, se tudo correr bem, poderemos licitá-lo no ano que vem e iniciar as obras no final de 2023 ou início de 2024”, detalha o secretário.


O sistema de alimentação de energia a ser adotado no VLT de Brasília dispensa a necessidade dos cabos aéreos, que alterariam a paisagem urbana em um trecho tombado pelo patrimônio. Para isso, a energia poderá vir de um terceiro trilho - energisado apenas quando a composição passa pelo trecho - ou de carregadores localizados sob as estações ao longo da linha, permitindo que as baterias e supercapacitores possam ser carregados durante as paradas, com o ocorre no VLT do Rio de Janeiro. Além disso, o sistema também permite que nas frenagens a energia possa ser armazenada para posterior utilização.


Custos
O custo para implantação do VLT é estimado em R$ 2,5 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão ficam a cargo do GDF e R$ 1 bilhão da empresa vencedora da concessão, conforme o modelo escolhido para o projeto. A previsão inicial do VLT na avenida W3 é ligar o Terminal Asa Norte, no fim da Asa Norte e próximo ao Noroeste, ao Terminal Asa Sul, próximo à Enap e à Academia do Corpo de Bombeiros, fazendo a ligação de toda a W3. 

 

A segunda fase do projeto consiste em ligar o Terminal Asa Sul ao aeroporto, reduzindo ao mínimo o fluxo de ônibus ao longo da avenida W3. “Os ônibus que viriam para poder atender os passageiros na W3 vão desembarcar nos terminais e alimentar o VLT, para que ele possa fazer a distribuição dos passageiros ao longo da W3”, explica Valter Casimiro. “Assim, você tira as linhas circulares que passam pela W3 e passa a usar o VLT”.

 

Novos terminais rodoviários
O GDF também trabalha na construção de seis novas rodoviárias. Há terminais em andamento no Sol Nascente/Pôr do Sol, Itapoã e Varjão, e outros serão erguidos no Arapoanga, Estrutural e em Furnas (Samambaia). Além desses, foram entregues um em Sobradinho e em Santa Maria, além da reforma já concluída em Brazlândia e a em andamento no Gama.


Ainda no âmbito dos terminais, o GDF vai construir outras estruturas de integração do BRT em Planaltina, Sobradinho, Riacho Fundo, Recanto das Emas e Samambaia. “Estamos com projeto pronto e queremos colocar a rodoviária do Terminal de Furnas, que é uma integração com metrô e ônibus para possibilitar uma integração”, adianta o titular da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).

 

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