Prefeitura inicia obras de acessibilidade no centro de Itu

Intervenções devem durar dois meses

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Fonte: Itu.com.br  |  Autor: Jéssica Ferrari  |  Postado em: 20 de agosto de 2012

As intervenções são voltadas para a garantia da ac

As intervenções são voltadas para a acessibilidade

créditos: Divulgação

 

No dia 15 de agosto, a cidade de Itu começou a receber intervenções em todas as esquinas dos dois principais corredores viários e praças do Centro Histórico: ruas Floriano Peixoto, Paula Souza, Barão do Itaim e praças da Independência (Largo do Carmo), Padre Miguel (Largo da Matriz), e Padre Anchieta (Largo Bom Jesus). As obras devem durar dois meses.

 

As intervenções são voltadas para a garantia da acessibilidade nos locais mais movimentados do centro e consistem na execução de faixas de pedestres elevadas, rampas, implantação de telefones públicos e bebedouros para pessoas portadoras de necessidades especiais e sinalização.

 

Segundo a Prefeitura, Itu atua mais uma vez à frente de diversos municípios brasileiros, que não tem dado a devida atenção à questão da acessibilidade para os portadores de necessidades especiais. A idéia é começar pelo centro, onde há mais fluxo de pessoas, onde a demanda é maior, e depois ampliar o projeto para outros bairros, garantindo a inclusão em todas as partes da cidade.

 

Problema nacional

Segundo matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo (26/05/2012), dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 4,7% das ruas das cidades brasileiras têm rampa de acesso para cadeirantes. O número pode ser ainda menor, porque apenas ruas com quadras completas foram analisadas pelos pesquisadores do instituto.

 

Na matéria, Maria Teresa Eglér Mantoan, professora e pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirma que “o país ainda está nos primórdios quando pensamos na acessibilidade das pessoas com deficiência. A política de inclusão social para deficientes ainda engatinha no país”.

 

Conforme o IBGE, em São Paulo, apenas 9,2% das ruas tem a adaptação para facilitar o acesso, enquanto que no Rio de Janeiro esse índice é de 8,9%.

 

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