Caminhar na cidade. Uma forma de mobilidade urbana

Terça-feira (8) é o Dia Internacional do Pedestre. Eventos e atividades prometem colocar mais gente para caminhar. Leia o editorial do Mobilize

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Fonte: Mobilize Brasil  |  Autor: Marcos de Sousa  |  Postado em: 04 de agosto de 2017

Painel com bonec@s de semáforos em várias cidades

Painel, em Nova York, exibe bonec@s de semáforos

créditos: Reprodução

Terça-feira, 8 de agosto, é o Dia Internacional do Pedestre. A data foi escolhida porque nesse dia, em 1969, Paul, John, Ringo e George posaram para aquela foto famosa na Abbey Road, em Londres, cruzando a faixa de segurança, em frente ao estúdio da EMI. A foto famosa dos Beatles foi feita pelo escocês Iain Macmillan exatamente às 11h30 desse dia. A imagem - conhecida no mundo inteiro  - foi adotada pelas organizações, pessoas e órgãos de trânsito para lembrar a prioridade que deve ser dada às pessoas, o elo mais delicado (e precioso) da corrente de mobilidade urbana.

Assim, há uma extensa programação de atividades relacionadas ao caminhar na semana que vem, em várias cidades do mundo e do Brasil. A  mais óbvia é usar os pés para ir ao trabalho, à escola, ao parque ou ao supermercado. Mas também haverá debates, palestras e outros agitos, como os promovidos pela plataforma Como Anda, pelo Sampapé, além de ações organizadas por prefeituras, empresas e organizações da sociedade. Participe, caminhe, deixe o carro em casa!

No cenário internacional chegou ontem a (má) notícia sobre veto do governo da Alemanha à proibição dos veículos movidos a diesel no país. As montadoras responderam ao problema da poluição gerada pelo combustível com uma atualização do software para reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio, medida considerada ineficiente pelos ambientalistas. Um detalhe: o diesel é o combustível mais usado na Alemanha e sua proibição no país apontaria para um banimento em todo o mundo.

A alternativa apontada pela indústria automobilística tem sido a adoção de carros elétricos e autônomos, mas especialistas em transportes indicam que essa opção apenas reduziria a poluição atmosférica direta, mas manteria os grandes congestionamentos nas cidades. Há também os riscos ambientais gerados pela produção das milhões de baterias que seriam necessárias para alimentar tantos carros elétricos.

O caminho mais virtuoso parece ser o da utilização de sistemas de transporte coletivo de grande capacidade movidos a eletricidade gerada por fontes mais limpas, como os ônibus elétricos, trens metrôs e veículos sobre trilhos, como os que estão sendo aplicados na região de Seattle e em várias outras cidades dos Estados Unidos.

E, claro, a integração desses sistemas aos modos ativos, como a velha bicicleta, e o simples caminhar. Aqui no Brasil ainda esbarramos no debate anacrônico sobre a construção de ciclovias/ciclofaixas, mas quem seria contra calçadas plenamente transitáveis e seguras para crianças, jovens, idosos e pessoas com deficiência? O que fazer? Mara Gabrilli, do blog Direito de Ir e Vir defende que as pessoas recorram ao Ministério Público para pressionar prefeitos, secretários e governadores a cumprir o que está nas leis. Simples assim.

Um toque: como todos sabem, nosso diretor Ricky Ribeiro sofre de uma doença rara, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Nesta semana, sua história foi contada no programa "Conversa com Bial". Para ver e conhecer o Ricky mais de perto, clique na imagem e  assista:

 

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Quer saber tudo sobre mobilidade a pé? Acesse o "Como Anda"


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