Durante uma campanha eleitoral em que a mobilidade urbana apareceu pouco entre as grandes propostas e debates, o segundo turno mostrou, da forma mais concreta possível, por que transporte público também é uma questão de cidadania.
Neste domingo (25), eleitores de diferentes regiões do país enfrentaram redução de frota, longas esperas e dificuldades para chegar aos locais de votação. O episódio evidencia algo que o Mobilize vem defendendo há anos: mobilidade urbana não é apenas uma discussão sobre trânsito, ônibus, metrô ou ciclovias. É sobre acesso.
Acesso ao trabalho, à educação, à saúde, ao lazer e, como ficou evidente neste segundo turno, ao próprio direito de votar.
É contraditório que um tema tão determinante para a vida cotidiana de milhões de brasileiros ainda ocupe tão pouco espaço nas campanhas eleitorais e nos projetos de governo. Transporte público insuficiente não significa apenas chegar atrasado. Dependendo da situação, significa simplesmente não conseguir chegar.
Quando a cidade não garante o deslocamento das pessoas, outros direitos também ficam pelo caminho.
Este segundo turno deixa uma mensagem clara para os próximos governos: mobilidade urbana não pode continuar sendo tratada como tema secundário. Em momentos decisivos, ela determina até quem consegue exercer plenamente sua cidadania.
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