Menos poluente e mais silencioso, o ônibus K 280 4x2 gMillennium, movido a gás natural e/ou biometano, é resultado da parceria entre as empresas Scania e Caio. Com 13 metros de comprimento, piso baixo e capacidade para 88 passageiros, o novo modelo está sendo lançado na Feira Lat.Bus 2026, que acontece até quinta-feira (13) na cidade de São Paulo.
A partir de setembro, um ônibus com essa tecnologia deverá percorrer as ruas da capital paulista para uma série de demonstrações. A Scania está trabalhando nas últimas etapas do processo de homologação dessa unidade experimental, de modo a atender aos padrões exigidos pela SPTrans, o órgão gestor do transporte público no município.
Ônibus tem 13m de comprimento e piso baixo, o que é essencial à acessibilidade Foto: Scania/Divulgação
“A Prefeitura de São Paulo vem seguindo uma forte jornada de descarbonização de seu transporte público urbano nos últimos anos. Seja nos ônibus diesel Euro 6, nos elétricos e agora está chegando a hora do gás e biometano com esta demonstração que faremos com o K 280 4x2 gMillennium", afirma Mauricio Lucena, gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil.
Lucena destaca ainda a parceria com a Caio, que segundo ele tem larga experiência em veículos urbanos e contribuiu para um melhor resultado: "O produto ficou extremamente eficiente, confortável e viável”, conclui.
K 280 4x2 Caio gMillennium
O novo modelo a gás/biometano da Scania tem autonomia entre 300 a 350 km, e está vocacionado para a operação urbana, em corredores de BRT e no transporte municipal e intermunicipal.
Segundo a fabricante, o uso de biometano e gás natural nas frotas do transporte público permite uma redução de emissões de CO2 de até 90%, com benefícios à saúde da população em razão também da diminuição de óxidos de nitrogênio (NOx) e de material particulado. Trata-se de um combustível renovável, que pode ser gerado de restos de culturas agrícolas, fezes de animais, resíduos da agroindústria e do lodo sanitário urbano.
"Quando produzido a partir de resíduos locais, também apoia a independência energética da região e gera empregos locais. Ônibus como este comprovam que a transição pode acontecer hoje, sem exigir concessões ou investimentos pesados", destaca o representante da Scania.
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